quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Carnificina

Eu quero tua pele. Quero para mim. Quero tocar - quero te tocar. Quero arrancar-te de ti mesma, quero arrancar tua pele de ti, cada centímetro, e vesti-la depois. Com minhas garras - e depois lamber todo o teu sangue... Preciso ficar perto de ti. Carnificina no teu corpo porque o quero pra mim. Tê-lo como meu troféu que orgulhosamente exibo e meu deus que humildemente adoro. Serei um dia um contigo. Só um.

Um comentário:

mariana disse...

"Não dormi - não podia dormir: uma modorra ardente me fervia as pálpebras: o hálito do meu peito parecia fogo: meus lábios secos e estalados apenas se orvalhavam de sangue.
Tinha febre no cérebro - e meu estômago tinha fome. Tinha fome como a fera. Apertei-a nos meus braços, oprimi-lhe nos beiços a minha boca em fogo: apertei-a convulsivo - sufoquei-a[...]" Álvares de Azevedo.


Phil, uma sinestesia hiperbólica! hehe Pra variar, adorei.