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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

The frog conundrum


- Vou te contar uma história, ok?

- Ok.

- Bem, havia um laguinho, onde passava um homem. O homem resolveu atirar uma pedra no laguinho, e atirou. Um sapinho que por ali passava viu um ponto preto voando no ar, esticou sua linguinha e engoliu a pedrinha pensando que era uma mosquinha. Sem saber disto, o sapinho sentiu-se satisfeito.

- Hm...

- Existem muitas maneiras de se analisar essa história. Uma primeira pergunta seria: o sapinho estava errado em sentir-se satisfeito?

- Claro que sim.

- O motivo da pergunta é... Como?

- A pedrinha que ele pensava que era uma mosca era uma mosca só para ele, e não uma mosca real que faz parte de uma verdade universal e absoluta, a qual todos devem aceitar. Que nem o pastor disse lá no culto.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Louça


Muito sono. Banheiro, fica apresentável. Cozinha, não sente gosto. Duas ruas até a parada. Ônibus lotado. Espremido entre pessoas que nunca viu durante alguns minutos. Primeira aula, convenientemente no bloco mais distante. Quatro horas tentando lembrar-se da paixão por aquilo que estuda. No almoço, prato feito, com gosto feito e satisfação feita. Logo, nenhuma. Aulas à tarde. Ônibus ainda mais lotado. Casa. Tudo em ordem. Jantar. Livros e cadernos, questões e teoria. Sequer tomar um banho ou trocar de roupa. Meia-noite, tendo a certeza de que falta algo. Banho e sono são opções atraentes.
Não fosse a louça para lavar.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Globalização


- Rapaz, o negócio tá feio.

- Como assim?

- Tem gente fazendo queijo francês no sertão brasileiro.

- Sério?

- Pois é. Já ouvi de um que pra viver tá produzindo mel na Nova Zelândia.

- Não brinca!

- Sei de um japonês que fala alemão, de um suíço que só come chocolate feito no Marrocos. Já vi um coreano que é especialista em vodca e um finlandês que mora no deserto.

- Nossa, é mesmo?

- Pois é.

- Bem, e a família, como vai?

- Ah, com eles vai tudo bem. Enquanto estou aqui, eles tão na Tailândia. Acredita que outro dia tive de dar uma bronca no meu pirralho em cantonês?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Deus, hometown: Antwerp

Trechos retirados da infalível Wikipedia provam a veia musical divina e sua residência atual:


* Deus produced a soundtrack for the 2003 movie Resistance directed by Todd Komarnicki, but it was turned down;

*So far, Deus have released five studio albums;

*Deus performed that day as part of the 0110 Festival for Tolerance;

*In 2007 Deus built their own studio;

e, finalmente e mais importante,

*The final concert of the 2005/2006 Pocket Revolution tour took place on October 1st in Deus's hometown of Antwerp, Belgium.

Já descobrimos onde ele mora. Hora de ir lá. Prestar contas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Let's talk about PCs


Um indivíduo chamado Gordon Moore publicou um artigo em 1965, que fundamentou o que viria a ser chamada de Lei de Moore. Esta lei diz que a cada 18 meses a potência dos chips dobra, enquanto seu preço permanece inalterado. Em 1968, Moore e um outro indivíduo chamado Bob Noyce criaram uma empresa chamada Intel.

Até hoje a Lei de Moore continua válida. E a precisão que ela atinge é decerto impressionante. É possível comprar-se um Desktop ou Notebook de razoável potência em qualquer loja de eletrodomésticos e/ou eletro-eletrônicos hoje em dia, por um preço relativamente acessível. O intrigante é que se você adquirir um destes produtos em janeiro, e no mesmo mês do ano seguinte for na mesma loja onde comprou o seu computador, verá que eles estarão oferecendo uma máquina com duas ou três vezes mais potência por um preço semelhante.

Quando os computadores pessoais começaram a se popularizar no ambiente familiar(por volta dos anos 90), saindo dos escritórios e empresas, e tornando-se centros de entretenimento graças ao advento da internet, que permitia a troca de mensagens instantânea e o download de vídeos, músicas e jogos (embora tudo isto estivesse apenas começando), as máquinas eram caras e costumavam ser mantidas por anos a fio pelos donos, dado que realizar um up-grade significativo nos recursos destas custava mais que as próprias . Mas, graças a Lei de Moore, a potência dos componentes eletrônicos aumentou exponencialmente, e desde o início do século XXI estamos encarando uma nova situação.

Agora, as máquinas tornam-se obsoletas em no máximo alguns meses. Há 10 anos, era difícil imaginar que um usuário popular poderia adquirir um HD externo para seu pc com 1 Terabyte de capacidade. Sendo realista, a velocidade da troca de informações nas redes há 10 anos tornava o espaço de tal produto excessivo para as necessidades do usuário.

Tudo isso mostra que estamos, agora, após o computador ter se tornado popular no ambiente doméstico, servindo como ferramenta útil de lazer, e não apenas de trabalho, presenciando o início de um processo de banalização tecnológica, onde a evolução pode ultrapassar a necessidade da maioria dos usuários.

Como exemplo prático, basta apenas imaginar que se você possui uma maçã, e dobra sua quantidade, você fica com duas. Mas se você seguir essa regra de dobrar as maçãs, gerando então o chamado aumento exponencial, você teria quatro, oito, dezesseis, trinta e duas, e assim por diante. A questão, em termos de tecnologia, é visualizar quando esse aumento vai se tornar desimportante para o consumidor. Para o usuário comum, o tipo de usuário majoritário na população, que deseja apenas checar e-mails, ver fotos, assistir vídeos e, eventualmente, jogar, o já referido e acessível espaço de 1 Terabyte é muito mais do que o suficiente. Daqui a dez ou vinte anos vamos estar lidando com uma escala de tamanho, em termos de armazenamento, muito maior. E quando esta escala, já imensa, aumentar, ela vai dobrar seu poderio, já seguindo a citada Lei de Moore.

Em suma, se você pensar que o valor das máquinas a princípio era caro demais para o uso doméstico,logo, elas estavam limitadas ao ambiente empresarial, servindo como ferramentas de trabalho, o ponto de equilíbrio foi encontrado quando o preço destas tornou-se acessível e sua potência razoável para o consumidor genérico. Foi aí que o computador tornou-se popular como meio de lazer.

Agora, temos um ponto onde o preço permanece estático, mas a potência continua crescendo, fazendo com que mais uma vez a pesquisa para desenvolver novos recursos nessa área se distancie do usuário comum, e volte ao ambiente empresarial, que necessita destes recursos.

domingo, 30 de novembro de 2008

Lord of Darkness


"As 110 Coisas a Fazer Quando se Tornar um Senhor do Mal:
(Ou como bancar Darth Vader e se dar bem:)

1. Minhas Legiões do Terror terão capacetes com visores de acrílico, e não placas tampando o campo de visão.

2. Meus dutos de ventilação serão pequenos demais para alguém rastejar por eles.

3. Meu nobre meio irmão, do qual usurpei o trono, será morto, não mantido anônimo em uma cela esquecida em minha masmorra.

4. Fuzilamento não é bom demais para meus inimigos.

5. O Artefato que é a fonte de meu poder não será mantido na Montanha do Desespero, além do Rio de Fogo guardado pelos Dragões da Eternidade. Será mantido em uma caixa forte convencional. Isso também se aplica ao objeto que é minha única fraqueza.

6. Não irei me gabar da situação de meus inimigos antes de matá-los.

7. Depois de raptar a linda princesa, iremos nos casar imediatamente em uma discreta cerimônia civil, não um espetáculo de três semanas de duração durante as quais a fase final de meu plano será implementado.

8. Não incluirei um mecanismo de autodestruição a não ser que seja absolutamente necessário. Se o for, não será um grande botão vermelho escrito "Perigo, não aperte". O grande botão vermelho "Não Aperte" irá disparar uma saraivada de balas em qualquer um estúpido o bastante para aperta-lo. Ao mesmo tempo, botões "LIGA/DESLIGA" não serão claramente indicados em meus painéis.

9. Não levarei meus inimigos para interrogatório no centro de meu castelo. Um pequeno hotel, na periferia de meu Reino servirá perfeitamente.

10. Serei seguro de minha superioridade. Assim, não sentirei necessidade de prova-la, deixando pistas na forma de charadas ou permitindo que meus inimigos mais fracos permaneçam vivos, para mostrar que não representam ameaça para mim.

11. Um de meus conselheiros será uma criança de cinco anos. Qualquer falha em meus planos que ela seja capaz de detectar será corrigida antes da implementação.

12. Todos os inimigos mortos serão cremados. Os corpos levarão repetidos tiros de munição de grosso calibre. Ninguém será deixado para morrer no fundo de um penhasco. O anúncio de suas mortes, bem como a respectiva celebração do evento, serão adiados até depois dos procedimentos acima mencionados.

13. O herói não terá direito a um último beijo, último cigarro ou qualquer tipo de último pedido.

14. Nunca usarei nenhum dispositivo com um contador digital. Se achar que tal dispositivo é essencial, o marcarei para ativação quando o contador chegar em 117 e o herói estiver começando a pensar em um plano para desativá-lo.

15. Nunca usarei a frase "Antes de matá-lo, há uma coisa que desejo saber”.

16. Quando empregar pessoas como conselheiros, ocasionalmente irei escutar seus conselhos.

17. Se um jovem e atraente casal entra em meu Reino, irei monitorar cuidadosamente suas atividades. Se descobrir que são felizes e apaixonados, os ignorarei. Entretanto, se as circunstâncias os forçaram a ficar juntos, contra sua vontade, e se passam todo o tempo implicando e criticando um ao outro exceto em ocasiões quando estão salvando a vida um do outro, momento em que há toques de tensão sexual no ar, ordenarei imediatamente sua execução.

18. Não irei ter um filho. Apesar de suas risíveis e mal planejadas tentativas de usurpar meu podem sempre falharem, isso pode se tornar uma distração fatal em um período crucial.

19. Não terei uma filha. Ela iria ser tão bonita quando má, mas uma simples olhada para a expressão no rosto do herói e ela irá trair o próprio pai.

20. Apesar de ser uma forma comprovada de aliviar o stress, não irei soltar risadas maníacas. Com essas risadas, quando ocupado, é muito fácil deixar de perceber pequenas nuances e acontecimentos que um indivíduo mais atento pode identificar e responder a altura.

21. Irei contratar um estilista talentoso para criar uniformes originais para minhas Legiões do Terror, ao contrário de certos modelos baratos que os fazem parecer tropas nazistas, legiões romanas ou hordas de selvagens mongóis. Todos foram eventualmente derrotados e quero que minhas tropas tenham uma inspiração moral mais positiva.

22. Não importa o quão tentador seja a perspectiva de poder ilimitado, não irei absorver qualquer campo de energia maior que minha cabeça.

23. Irei manter um estoque especial de armas de baixa tecnologia e treinar minhas tropas em seu uso. Assim, mesmo que os heróis consigam destruir meu gerador de energia e/ou desativar as armas de energia padrão, minhas tropas não serão sobrepujadas por um bando de selvagens armados com lanças e pedras.

24. Irei manter uma estimativa realista de minhas forças e fraquezas. Mesmo que isso tire parte da diversão do trabalho, pelo menos nunca irei dizer a frase 'Não, não pode ser! EU SOU INVENCÍVEL!!!”(após a qual, normalmente a morte é instantânea.)

25. Não importa o quão bem funcione. Jamais irei construir qualquer tipo de equipamento que seja completamente indestrutível exceto por um pequeno e virtualmente inacessível ponto vulnerável.

26. Não importa o quão atraentes certos membros da rebelião podem ser. Provavelmente em algum lugar há alguém igualmente atraente que não está tentando desesperadamente me matar. Assim, pensarei duas vezes antes de ordenar que uma prisioneira seja levada a meus aposentos.

27. Nunca construirei uma única unidade de nada importante. Todos os sistemas essenciais terão painéis de controles e fontes de força redundantes. Pela mesma razão, sempre carregarei pelos menos duas armas carregadas, todo o tempo.

28. Meu monstro de estimação será mantido em uma jaula bem segura, da qual ele não poderá escapar e na qual não poderei cair por acidente.

29. Irei me vestir com cores claras e alegres, isso deixará meus inimigos confusos.

30. Todos os magos incompetentes, escudeiros, bardos sem talento e ladrões covardes em meu Reino serão executados. Meus inimigos certamente desistirão e abandonarão sua cruzada se não tiverem um parceiro cômico ao lado.

31. Todas as camponesas ingênuas e peitudas que servem bebidas em tabernas serão trocadas por garçonetes experientes e profissionais, que não irão dar apoio ao herói ou servir de par romântico para seu ajudante.

32. Não terei um ataque de fúria e matarei o mensageiro que me trouxe más notícias só para mostrar o quão mal realmente sou. Bons mensageiros são difíceis de achar.

33. Não exigirei que as mulheres em postos de comando em minha organização usem tops de aço inoxidável. A moral da tropa fica bem melhor com um código de vestimenta mais casual. Ao mesmo tempo, roupas feitas inteiramente de couro serão reservadas para ocasiões formais.

34. Nunca vou me transformar em uma cobra. Isso nunca funciona.

35. Não irei deixar crescer um cavanhaque. Nos velhos tempos fazia com que você parecesse diabólico, hoje o torna um membro frustrado da Geração X.

36. Não irei prender membros do mesmo grupo no mesmo bloco da masmorra. Muito menos na mesma cela. Se são prisioneiros importantes, irei manter a única chave da cela comigo, ao invés de deixar uma cópia com cada guarda do destacamento da prisão.

37. Quando meu tenente de confiança disser que minhas legiões do Terror estão perdendo uma batalha, eu acreditarei nele. Afinal, ele é meu tenente de confiança.

38. Se um inimigo que acabei de matar tem irmãos ou filhos em algum lugar, irei encontra-los e executa-los imediatamente, ao invés de esperar que cresçam nutrindo sentimentos de vingança contra mim.

39. Se eu não tiver escapatória a não ser me envolver em uma batalha, certamente não liderarei na frente de minhas Legiões do Terror, nem irei procurar o líder adversário entre o exército inimigo.

40. Não irei ser cavalheiresco ou bom esportista. Se possuir uma super arma contra a qual não há defesa, a usarei assim que for possível, ao invés de mantê-la guardada.

41. Assim que meu poder estiver estabelecido, irei destruir todos aqueles inconvenientes dispositivos de viagem no tempo.

42. Quando capturar o herói, terei certeza de também capturar seu cachorro, macaco, furão ou qualquer outro bichinho bonitinho de dar nojo, capaz de desamarrar cordas e roubar chaves, que por acaso ele tenha como mascote.

43. Irei manter uma saudável dose de ceticismo quando capturar a linda rebelde e ela disser que está atraída por meu poder e boa aparência, e alegremente trairá seus companheiros se eu deixa-la tomar parte em meus planos.

44. Só irei contratar caçadores de recompensa que trabalhem por dinheiro. Aqueles que trabalham por prazer tendem a fazer coisas tolas como equilibrar as chances, para dar ao outro cara uma disputa justa.

45. Terei um claro entendimento sobre quem é responsável pelo que em minha organização. Por exemplo, se meu general fracassou, não irei sacar minha arma, apontar para ele, dizer 'e este é o preço do fracasso' então subitamente apontar e matar um subalterno qualquer.

46. Quando um conselheiro disser "Meu Lorde, ele é somente um homem. O que apenas um homem pode fazer?" Eu responderei: "Isso!" e matarei o conselheiro.

47. Se descobrir que algum fedelho começou uma cruzada para me destruir, irei chacina-lo enquanto ele ainda é um fedelho, ao invés de esperar que cresça e se torne um adulto.

48. Tratarei qualquer monstro que eu venha a controlar através de mágica ou tecnologia com respeito e ternura. Assim, se perder o controle sobre ele, não virá imediatamente atrás de mim por vingança.

49. Se descobrir a localização aproximada do único artefato que pode me destruir, não irei mandar todas as minhas tropas para recupera-lo. Ao contrário, mandarei as tropas atrás de alguma outra coisa, e discretamente colocarei um anúncio de 'procura se, gratifica se bem', em um jornal local.

50. Meus computadores principais terão seu próprio sistema operacional, que será totalmente incompatível com IBM PC’s ou Macs.

51. Se um dos guardas de minha masmorra começar a esboçar preocupação com as condições na cela da linda princesa, ele será imediatamente transferido para uma função com menos envolvimento com pessoas.

52. Irei contratar um time de arquitetos e pesquisadores de alto nível para examinar meu castelo e me informar de quaisquer passagens secretas e túneis abandonados que eu não tenha conhecimento.

53. Se a linda princesa que capturei disser "Nunca irei me casar com você! Nunca! Está ouvindo? Nunca!" eu direi: "Tudo bem." E a executarei.

54. Não farei uma barganha com uma criatura demoníaca e depois tentarei desfaze-la apenas porque me senti com vontade.

55. Os mutantes deformados e malucos psicóticos terão seu lugar em minhas Legiões do Terror. Entretanto antes de manda-los em uma importante missão secreta que demande tato e sutileza, verificarei se há alguém mais igualmente qualificado, e que atraia menos atenção.

56. Minhas Legiões do Terror serão treinadas em tiro básico. Qualquer um que não consiga aprender a acertar algo do tamanho de um homem a 10 metros de distância, será usado como alvo.

57. Antes de utilizar qualquer tipo de artefato ou máquina capturada, irei ler cuidadosamente o manual de instruções.

58. Se for necessário fugir, não irei parar para fazer uma pose dramática e dizer uma frase profunda.

59. Nunca irei construir um computador inteligente que seja mais esperto do que eu.

60. Pedirei a meu conselheiro de cinco anos de idade que tente decifrar qualquer código que eu estiver pensando em adotar. Se ele o decifrar em menos de 30 segundos, não será usado. Nota: Isso também se aplica a passwords.

61. Se meus conselheiros perguntarem "Por que está arriscando tudo nesse plano louco?" Não irei prosseguir até ter uma resposta que os satisfaça.

62. Irei projetar os corredores de minha fortaleza para que não haja alcovas ou suportes estruturais protuberantes que possam ser usados como abrigo por intrusos durante um tiroteio.

63. Lixo será eliminado em incineradores, não compactadores. E eles serão mantidos acesos, sem aquele nonsense de chamas que se ativam através de túneis de acesso, em intervalos previsíveis.

64. Irei me consultar com um psiquiatra e me curar de todas as estranhas fobias e bizarros hábitos compulsivos que possam se mostrar uma desvantagem.

65. Se for obrigatório que existam terminais de computador de acesso público, os mapas que mostram meu complexo terão uma sala claramente marcada como Sala de Controle Central. Essa sala será a Câmara de Execução. A sala de controle central de verdade estará indicada como Câmara de Contenção de Transbordamento do Esgoto.

66. Meu teclado de segurança na verdade será um scanner de impressões digitais. Qualquer um que observe um usuário digitar seu código e consequentemente tente digitar a mesma seqüência irá ativar o alarme central.

67. Não importa quantos curtos circuitos há no sistema, meus guardas serão instruídos a tratar cada câmera de segurança com defeito como caso de emergência total.

68. Pouparei a vida de alguém que tenha me salvado no passado. Isso só é razoável se estimular outros a fazê lo. Entretanto a oferta só é válida uma única vez. Se querem que os poupe novamente, é melhor que salvem minha vida mais uma vez.

69. Todas as parteiras serão banidas de meu reino. Os bebês nascerão em hospital supervisionados pelo Estado. Órfãos serão colocados em lares adotivos, não abandonados na floresta para serem criados por criaturas selvagens.

70. Quando meus guardas se separarem para procura por intrusos, eles sempre andarão em grupos de pelo menos dois. Serão treinados para que se um desaparecer misteriosamente no meio da patrulha, o outro iniciará imediatamente um alerta e chamará por reforços, ao invés de ficar procurando o colega pelas esquinas.

71. Se eu decidir testar a lealdade de um assistente, para descobrir se ele pode ser promovido a homem de confiança, terei um grupo de atiradores de elite por perto, caso a resposta seja não.

72. Se todos os heróis estão ao lado de um mecanismo esquisito e me desafiando, usarei uma arma convencional, ao invés de disparar minha super arma invencível contra eles.

73. Não concordarei em deixar os heróis partirem livres, se vencerem uma competição, mesmo que meus conselheiros digam que está tudo arranjado e que é impossível para eles ganhar.

74. Quando criar uma apresentação multimídia de meu plano, feita para que meu conselheiro de cinco anos de idade possa facilmente entender os detalhes, não irei chamar o disco de "Projeto Overlord" e deixa-lo solto em minha mesa.

75. Irei instruir minhas Legiões do Terror para atacar o herói em massa, ao invés de ficarem em volta dele esperando enquanto um ou dois atacam de cada vez.

76. Se o herói correr para meu telhado, não irei atrás dele em uma tentativa de atira-lo do alto. Também não lutarei com ele na beira de um despenhadeiro. (No meio de uma ponte de cordas sobre um rio de lava derretida não vale nem a pena considerar.)

77. Se tiver um surto de insanidade e decidir oferecer ao herói a chance de rejeitar um emprego como meu Braço Direito, irei reter sanidade o suficiente para esperar que meu atual Braço Direito saia da sala antes de fazer a oferta.

78. Não direi para minhas Legiões do Terror "E ele deve ser trazido vivo!". A ordem será: "E tentem traze-lo vivo se for razoavelmente viável".

79. Se acontecer de minha máquina do Juízo Final possuir um botão de reversão, assim que tiver sido usada irei derrete-la e cunhar uma edição especial limitada de moedas comemorativas.

80. Se minhas tropas mais fracas falharem na tentativa de eliminar o heróis, mandarei minhas melhores tropas, ao invés de perder tempo mandando tropas progressivamente mais fortes, a medida em que ele se aproxima de minha fortaleza.

81. Quando lutar com o herói no alto de uma plataforma em movimento, o tiver desarmado, e estiver a ponto de acabar com sua vida, e ele olhar para algo atrás de mim e se jogar no chão, me jogarei imediatamente no chão também, ao invés de fazer uma expressão inquisitiva e olhar para trás para ver o que ele viu.

82. Não irei atirar em nenhum de meus inimigos se eles estiveram de pé em frente a um suporte crucial de uma estrutura pesada, perigosa e precariamente equilibrada.

83. Se estiver jantando com o herói, colocar veneno em sua taça, e subitamente tiver que sair da sala por alguma razão, pedirei novos drinques para nós, ao invés de tentar decidir se ele trocou ou não os copos.

84. Não deixarei que prisioneiros de um sexo sejam vigiados por membros do sexo oposto.

85. Não implementarei nenhum plano cujo passo final sejam horrivelmente complicado, como "alinhe as 12 Pedras do Poder no altar sagrado então ative o medalhão no momento do eclipse total". Ao invés disso, meu plano será ativado com a frase "aperte o botão”.

86. Terei certeza de que minha Máquina do Juízo Final está devidamente dentro das regras de instalação, e corretamente aterrada.

87. Meus tonéis de produtos químicos perigosos ficarão tampados quando fora de uso. Também não irei construir passagens e escadas sobre eles.

88. Se um grupo de subordinados falhar miseravelmente em sua missão, não lhes darei uma grande bronca por sua incompetência, e em seguida enviar o mesmo grupo para tentar de novo.

89. Depois de capturar a super arma do herói, não vou imediatamente dispensar minhas legiões e relaxar minha guarda pessoal porque acredito que qualquer um que possua a arma é invencível. Afinal, o herói tinha a arma e eu a tomei dele.

90. Não vou projetar uma Sala de Controle Central em que todos os terminais >deixem o operador de costas para a porta principal.

91. Não irei ignorar o mensageiro esbaforido e obviamente agitado até que minha cavalgada ou outro entretenimento pessoal termine. O que ele tem a dizer pode ser importante.

92. Se chegar a falar com o herói ao telefone, não irei ameaça-lo. Ao contrário, direi que sua perseverança me deu uma nova visão da futilidade de minhas ações malvadas, e que se ele me deixar em paz por alguns meses de quieta contemplação irei provavelmente voltar para o caminho do Bem. (heróis são incrivelmente fáceis de se enganar, quanto a isso).

93. Se eu decidir realizar uma execução dupla do herói e de um subordinado que tenha falhado ou me traído, farei com que o herói seja executado primeiro.

94. Quando efetuando uma prisão, meus guardas não deixarão que parem e peguem um objeto aparentemente inútil, por puro valor sentimental.

95. Minhas masmorras terão sua própria equipe médica qualificada, completa com guarda costas. Assim se um prisioneiro ficar doente e seu colega de cela disser ao guarda que é uma emergência, o guarda chamará um grupo de trauma, ao invés de abrir a cela para dar uma olhada.

96. Minhas portas serão projetadas para se que alguém destrua o painel de controle do lado de fora, a porta feche, e se destrua o painel do lado de dentro, a porta abre. Não vice versa.

97. As celas de minhas masmorras não conterão objetos com superfícies reflexivas ou nada que possa ser transformado em cordas.

98. Qualquer conjunto de dados de importância crucial será acondicionado em arquivos de 1.45Mb, para não caberem em um único disquete.

99. Quando tiver capturado meu adversário e ele disser "Olhe, antes de me matar, pelo menos me conte sobre o que você planeja fazer." Eu direi "não" e atirarei nele. Pensando bem, vou atirar nele e depois dizer "não".

100. Finalmente, para manter todos os meus súditos contentes e descerebrados, irei prover a cada um acesso Internet ilimitado, grátis.

101 - Sempre estarei ciente de que transformar meu monstro em um gigante é uma manobra de último recurso, e resistirei à tentação de fazê-lo levianamente. Sobretudo quando os heróis estiverem apanhando do meu monstro. (São Muel)

102 - Não esperarei meus inimigos terminarem frases de invocação de golpe ou magia, devo matá-los antes que terminem de pronunciar a primeira sílaba da frase.

103 - Nunca esperarei meus inimigos terminarem de fazer dancinhas, coreografias mirabolantes e poses fodásticas, para invocar superpoderes, robôs gigantes, ou magias.

104 - Nunca irei atacar a Rússia com o inverno se aproximando

105 - Matarei meus inimigos enquanto eles estão se metamorfoseando em super-heróis e trocando para uma roupinha mais fashion, só para se exibirem que ficaram mais fortinhos.

106 - Matarei meu inimigo, quando ele estiver distraído ou exausto mostrando para as garotas o quanto é "Bond" cama.

107 - Nunca participarei de campeonatos de lutas e artes marciais. Enquanto os heróis estiverem ocupados em ganhar o premio ou lutando apenas por diversão, estarei dominando o mundo.

108 - Nunca contratarei capangas com aparências cômicas ou hilárias, pois são os tipos de vilões que sempre apanham dos heróis.

109 - Se tiver que colocar todo o meu poder em um único objeto, não farei um anel do poder, pois pode ser arrancado junto com o dedo. Forjarei o "Um Piercing" do poder, que ficará preso à minha língua, enquanto estiver de elmo, estarei seguro.

110 - Mandarei trancar os armários e colocar espinhos embaixo das camas. Príncipes encantados e heróis carismáticos podem ser potenciais "Marios" que podem decorar minha cabeça com chifres, especialmente se eu for casado com uma "Senhora do Mal" insaciável."

Créditos: Nekkobay

sábado, 22 de novembro de 2008

Inspiração


Então, aparece do nada. Seguindo o fluxo das notas que passam por meus tímpanos. Uma sensação, o lampejo de uma idéia. Vejo algo se mover ao meu lado. A cortina oscila com o vento. Algo passa na televisão, não sei o que é. Pouco importa. Sinto como se tudo convergisse para um único ponto: o exato local onde estou. Tudo ao meu redor trabalha apenas em função daquilo que transita pela minha mente. Ajudando, estimulando, exigindo que eu manifeste isto de alguma forma. É um pedido de tamanha força que chega a ser incontrolável. Sinto-me como uma pessoa sentada na praia diante de um maremoto. Impotente. Incapaz de evitar ser levado. Aquilo que idealizei tem vontade. E sua vontade ordena que eu sirva de intermédio para que ela se expresse.

No fim das contas, nada sou além de um mensageiro.

domingo, 19 de outubro de 2008

Bus Stop



Eu estou em pé.
Discretamente observo seu rosto. Vejo seus cabelos negros, seus lábios cheios. Ela não é especialmente bonita, mas é de alguma forma interessante. Acima de tudo noto os seus olhos vermelhos, respiração oscilante e expressão triste. A duras penas tenta conter o choro.
Observo-a durante algum tempo, penso em falar algo. Penso sobre o que pode estar acontecendo em sua vida; sobre que tipo de pessoa ela é; o que faz; onde estava antes de entrar aqui. O freio me empurra um pouco para a frente. Cheguei ao meu destino. Desço.

sábado, 18 de outubro de 2008

Mage Apprentice




"São cem frases que um Mago não gostaria de ouvir seu aprendiz dizer em hipótese alguma.

1. A bruxa que mora do outro lado da rua gosta de você,deixou umas mensagens na sua bola de cristal. Eu só li as 12 primeiras...
2. A gente precisa mesmo fazer esse ritual na lua cheia? Eu sempre me sinto esquisito durante a lua ch...*GRRAAR!*
3.A gente tá sem velas, mas não tem problema. Eu usei lanternas para cercar o pentagrama!
4. Ah, aquela poção? Não...nem vi!
5. Ah...eu joguei fora!
6. Aquela runa escrita na cela era importante?
7. Aquela varinha só tinha 25 cargas sobrando!
8. Aquele era seu Cajado de Poder? A mesa precisava de uma perna nova e você tinha dito pra consertar...
9. Aquele mago gente boa do outro lado da cidade me pagou 20.000 moedas de ouro para te entregar essa caixa. Deve ser algum tipo de relógio!
10. Aquele maldito Elemental da Terra não aceita mesmo um não como reposta, não é mestre?
11. Aqueles livros de lombada azul queimam!
12. Cajado? ? ? Eu pensei que era lenha!
13. Cara...aquela vassoura que eu animei saiu MESMO do controle. Mas tudo bem!Eu peguei um machado e cortei ela em milhões de pedacinhos!
14. Como eu ia saber que ela era um súcubo?
15. Como você controla alguma coisa que escapa de dentro de um pentagrama?
16. Da próxima vez vou me certificar que a varinha está virada para o lado certo.
17. Deixa eu mostrar esse truque...pegue uma carta do baralho...qualquer carta...
18. Desculpe ter cochilado. O senhor poderia fazer aquela magia só mais uma vez?
19. Dá pra dar um pulinho aqui em baixo? Tipo ...AGORA?
20. Ei mestre!Olha só essa magia:"Conforme a magia de impedimento vocal é lida, você e aqueles a sua volta se tornam ingabazes di ghomunigar di modu ghonbrenzzivil wabba daba yabba..."
21. Ei, aposto que eu consigo fazer isso melhor que você!
22. Ei, quem você pensa que é? Meu professor?
23. Em posse deste corpo irei dominar o mundo!HAHAHAHAHAHAHA!
24. Engolir um peixe dourado? VIVO?
25. Então acabaram as aranhas? Que tal me vender umas baratas? Meu mestre é tão velho que duvido que ele note a diferença.
26. Então quer dizer que esse cajado lança uma bola de fogo se eu apontar e dizer Braxat? (BUUUM!)
27. Era pra acender as velas em volta do pentagrama?
28. Era só café. Um pouco de sabão, água quente, um pano limpo e um pergaminho vai ficar como novo!
29. Escuta...o pergaminho diz que para criar um campo de tempo congelado até onde o olhar alcança, basta pronunciar a palavra "Bidlebedee".Hmmm!Você acha que funciona? Mestre...estou falando com você ...Mestre? Meeeeeeestreeeeeeeeee?
30. Estudar? !? Sou bom demais para isso!
31. Eu não entendo!
32. Eu não queria te acertar com magia de teia, chefe. Deixa eu ajudar...maldita teia...Já sei!É melhor QUEIMA-LA!
33. Eu pensei que você tinha dito Cone of Cold, não Coin of Gold!
34. Eu só queria ver se era verdade que os gatos sempre caem em pé...
35. Fica mal não chefe. Pelo menos o OUTRO demônio não escapou!
36. Finalmente aprendi a magia de aumentar!Agora será que o senhor podia me dizer como eu me livro dos ratos de 15 metros?
37. Finalmente consegui acertar aquela coruja chata que ficava te seguindo!
38. Hipoteticamente falando, o que acontece se o Fluffy estivesse dentro do buraco portátil quando o efeito da magia acabasse?
39. Hmm...acho que você não vai querer entrar no sótão.
40. Hmmm...então esse pergaminho está escrito em uma língua morta? Sem problema, vamos chamar um clérigo para ressuscitá-la!
41. Hmmm...parece que o cachorro que eu comprei não gosta muito do seu gato. Mas não se preocupe eu já disse pra ele não fazer a mesma coisa com o próximo que o senhor arrumar.
42. Hmmm...sabe aquela virgem núbia que você comprou ontem à noite? Bem a gente começou a conversar...er...sabe com é...uma coisa leva à outra...
43. Imagina só!Confundir a poção do Envelhecimento Irreversível com molho para saladas!Hahaha!Mas sabe...esses cabelos brancos ficaram muito bem no senhor!
44. Lembra daqueles demônios que a gente TINHA aprisionado no porão? Bem...
45. Magia de aumentar funciona com esfera de aniquilação?
46. Mas mestre, eu fiz de tudo para deixá-lo invisível durante a parada!Como eu ia adivinhar que a magia só ia afetar suas roupas?
47. Mas o que será que isto aqui faz? (balançando uma varinha)
48. Mas você não disse que eu NÃO podia fazer aquilo!
49. Mestre você vai rir quando ouvir essa!Eu estava praticando Bola de Fogo na biblioteca e adivinha? FUNCIONOU!
50. Mestre! Acho que consegui levitar!Agora...será que o senhor podia me ensinar a descer?
51. Mestre! Cuidado com o fosso que eu cobri com uma imagem silenciosa!
52. Mestre, eu meio que esqueci de alimentar o seu familiar!
53. Mestre, uma pergunta técnica:se o senhor fosse um livro de magia teleportado, onde o senhor iria?
54. Mestre, vou te falar...o rei não tem senso de humor NENHUM!Quando eu contei todas as piadas que você me contou sobre ele, o filho da mãe não riu nem um pouquinho!
55. Mil desculpas, mestre!Não consegui achar nenhuma cabeça de alho, mas acho que brócoli deve espantar vampiros do mesmo jeito!
56. Minha magia de assustar funcionou? ...O senhor parece meio pálido...
57. Míssil Mágico é uma magia legal, não é? A propósito vou até a taverna para o campeonato de dardos e já volto...
58. O que esse pergaminho escrito "Desejo" faz?
59. O que será que acontece se eu ler esse pergaminha de Chuva de Meteoros e apontar pra...VOCÊ?
O que será que acontece se eu misturar essas duas poções?
61. O que tem nessa garrafa?
62. O senhor fez backups dos seus livros de magia...não fez?
63. O senhor vai adorar o que eu fiz. Peguei todos aqueles livros velhos e empoeirados e mandei para a reciclagem!
64. Oh, aquele era seu familiar?
65. Oh, esse componente de magia era tão caro assim?
66. Ok. Eu coloquei as poções de resistência a fogo nas garrafas vermelhas e as de resistência a frio nas azuis. Ou será que era ao contrário?
67. Olha mestre!Eu vi esse globo de cristal legal jogado por aí, então eu cortei o topo e agora a gente pode usar como aquário pro Manbo, nosso peixinho dourado!
68. Olha só!Meu próprio demônio das profundezas!
69. Olha!Essas escamas de dragão dão uma ótima jaqueta!
70. Olha...quando o senhor disse que estava esperando um familiar achei que estava falando do seu primo Sigmund. Como eu ia saber que o senhor estava esperando uma galinha? O melhor é esquecer tudo isso e tentar tirar o melhor dessa situação. O senhor prefere coxa ou peito?
71. Onde eu coloquei a tampa da garrafa d'água infinita?
72. Onde foi parar a torre da esquerda?
73. Ooooops!!!
74. Parece que eu esqueci de trazer o Manual da poderosa e Maravilhosa Magia, mestre. Será que o guia de cultivo de Gerânios Gigantes serve?
75. Pode deixar!Eu pedi que o servo invisível colocar as bolsas do Espaço Infinito dentro do Buraco Portátil.
76. Por que as letras daquele livro desaparecem quando eu leio?
77. Poção? !Aquilo no caldeirão? !Eu achei que era sopa!
78. QUE pentagrama?
79. Qual o comando pra fazer o tapete voador descer?
80. Quando é que eu vou aprender a fazer coisas que fazem BUUUUUUMMM?
81. Que bela ilusão, mestre!O gigante jamais vai perceber!
82. Que tipo de cola se usa pra consertar uma Orbe de Dragão?
83. Quer ajuda?
84. Queria que tivesse me dito como funcionava essa Lâmina da Sorte!
85. Ribbit!
86. Rápido!Como eu desconvoco um Lorde Demônio?
87. Sabe o seu laboratório? Quanto o senhor acha que ia custar um novo?
88. Sabe, essa borracha Eterna de Erdholt funciona mesmo! Eu esfreguei só um pouquinho naquele livro ali e ela apagou tudo!
89. Segura!
90. Senhor? Sabe aquele elemental que você tinha sobre controle?
91. Seus plebeus estúpidos!!!Ou vocês obedecem meu mestre ou ele vai transformar todos vocês em sapos!É!Vocês acham que ele vai ficar com medo só por que vocês trouxeram quatro paladinos? !DE JEITO NENHUM!!!Assim que ele sair do banheiro vocês vão aprender uma lição!
92. Socoooooooooooooooooorrrrrooooooooooooooooo!!!
93. Tem um Antipaladino morto-vivo querendo ver o senhor.
94. Uh, chefe, o Imperador está na porta com um grupo de guardas. Parece que ele trouxe as botas que você fez para ele...
95. Um cara baixinho daquela guilda no centro veio aqui pedir uma xícara de açucar, ai quando eu voltei ele tinha sumido...junto com os seus livros de magia!
96. Um cara estranho e chifrudo veio aqui procurando o senhor. Ele perguntou se o Razzlefratz estava. Eu disse que não tinha nenhum Razzlefratz aqui, que o nome do senhor se chamava Durkin. Não sei por que, mas isso deixou ele bem feliz...
97. Você fez um testamento, não fez?
98. Você não se incomoda se eu pegar o tapete voador emprestado pra uma viagem de uma semana se importa?
99. Você vai na frente. Eu fui na frente da última vez!
100. É lógico que eu apaguei o pentagrama!O que você pensa que eu sou, um idiota?"

Créditos: Anônimo

domingo, 12 de outubro de 2008

Futuro fato


Na França daquela época, dentro do quarto Real, discutia-se.

- Luis, vamos discutir a relação.

- Não, Maria, estou sem cabeça.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

War




Em meio a uma trincheira, dois soldados jovens corriam. Ramirez e Olsen eram os seus nomes. Explosões arremessavam fragmentos em todas as direções, por vezes a poucos centímetros dos seus rostos. O espaço acima da fenda onde estavam tremulava, com um enxame de projetéis deslocando-se para levar sua mensagem de morte.
Uma granada explodiu perto dos dois, que saíram rolando. Olsen estava sangrando na perna, algo grave. Os dois se olharam, então, Ramirez perguntou:
- Olsen, por que estamos lutando mesmo?
- Sei lá.

domingo, 28 de setembro de 2008

Premiação




É com satisfação que venho notificar que o Sarau Gourmet recebeu o devido reconhecimento, finalmente.

Acessem esta página, por favor:

Link

Sim, é isso mesmo. O Sarau ocupa uma honrosa sétima posição no ranking.

Gostaríamos de agradecer a academia, incluindo o diretor geral Karl Marx, o coordenador do curso Isaac Newton, ao professor Nietzsche e ao nosso orientador Arthur Schopenhauer.

Um obrigado também para o pessoal do Black Metal, Doom Metal, Heavy Metal, Gore Metal, enfim, Metal.

Por fim... Hail, Satan!

domingo, 14 de setembro de 2008

Contos de uma Sala de Aula II



Durante uma aula sobre o período Barroco, o professor vê dois alunos no fundo da sala, dividindo o fone de ouvido de um mp3.

- Vocês dois aí! Desliguem isto, e saiam da sala! Se estão aqui, é para aprender o assunto da minha aula.

Um dos alunos retira o fone e rebate:

- Mas, professor, estamos escutando Vivaldi.

- Nesse caso, vamos prosseguir com a aula...

sábado, 6 de setembro de 2008

Welcome to the Arena

Duelo de hoje: Bach x Deus

Vamos aos fatos:

1º Round: Eficiência e perenidade da obra

Hoje em dia, a maioria das pessoas vê o "divino" em qualquer canto. Uma mancha de manteiga numa torrada, um pouco de sabão que sobrou da limpeza de uma janela, uma cueca suja. Fora um repentino lembrete de que você não tomou café da manhã no dia, ou então uma informação mais detalhada da natureza do que está na cueca, não é visível outra sensação incomum que estes "artefatos divinos" possam propiciar.
Ao escutar a Ária da Corda Sol é impossível não sentir-se leve como uma pena. Um imediato sentimento de calma levita para a sua mente, e leva o indivíduo a um estado contemplativo profundo.
Claro, pode-se considerar que a Bíblia Sagrada é um texto de grande influência sobre o estado do ser humano, e que também é muito reflexivo. Mas como não existem registros de que tenha sido deus em pessoa(ou seria divindade?) a escrevê-la, não será levada em consideração.
Quanto à perenidade, ambos possuem obras que resistiram ao tempo após serem concebidas. Deus inclusive sofreu plágio, quando um escritor publicou uma história chamada "O Homem Invisível".

Veredicto: Vitória de Bach. Mesmo que ambas as obras durem até hoje, o compositor barroco realizou algo de incomparável beleza, enquanto deus... bem... ele...


2º Round: Prestígio

A existência da figura de deus remonta a milênios, enquanto Johann Sebastian Bach nasceu há cerca de apenas três séculos. Então, será levada em consideração o estado de ambos apenas a partir deste período.
Do início do século XVIII até os dias atuais tivemos a época do maior desenvolvimento da história da humanidade. A razão materializou-se na forma de novas tecnologias, e o que antes era explicado pelo mito passou a ser compreendido e estudado. A Igreja perde prestígio, as mazelas do mundo moderno não admitem a existência de um ser que possua a capacidade de mudá-las e não o faça por algum motivo misterioso e incompreensível logicamente.
Bach? Três séculos com a reputação de maior compositor barroco e um dos maiores de todos os tempos intocada. Passar bem.

Veredicto: Vitória de Bach. Motivo? Tocata e Fuga em Ré Menor.

3º Round: Embate Físico

a. Torcida na Arena

Bach: Uma multidão grita ensandecida o nome de seu campeão, que entra triunfante, regendo uma orquestra que executa o Prelúdio em Mi Maior. Muitos trouxeram violinos, clarinetes e diversos instrumentos, nos quais executam obras de seu ídolo, como homenagem.

Deus: Um velhinho anda sozinho pelo lado vazio da arquibancada, perguntando o tempo todo "Aqui não é o INSS?".

b. Luta

Bach ganha por W.O. após deus decepcionar a todos e não aparecer.


Veredicto Final: Massacrante vitória de Bach por três rounds a zero. Na verdade, mesmo que houvesse mais dez rounds ele ainda venceria.

sábado, 23 de agosto de 2008

Abraços e Beijing 2008




"Gente,

Pequim ou Beijing 2008? Nisso eu também sou brasileiro: me viro somente com o meu
português. A língua chinesa é original, verdadeira demais para ser falsificada por
mim... Menos ainda eu conheço a Revolução Comunista Chinesa, há 50 anos. Eu sei o que
todo mundo sabe sobre a China: 1,3 bilhão de habitantes, todos parecem comer arroz e a
muralha. Nem sei se são recomendáveis os meios que levaram à conquista de tantas
medalhas pelo país sede das Olimpíadas 2008.

Basta o exemplo do Brasil de JK pra cá, cheio de Bossa Nova, os 50 anos nossos. A gente
olha o quadro de medalhas olímpicas, tentando fugir da lanterninha, e tenho certeza de
que precisamos vencer primeiro os nossos piores adversários, dentro de casa, em todos
os segmentos, no jogo político público e privado. Aqui no Brasil não tem essa tática
política de jogar renunciando ao tradicional personalismo, que se empanturra de
vaidade, e de que provêm a frouxidão das instituições e a falta de coesão social.

Querida delegação brasileira - inclusive o nadador Cielo Filho, que por merecida
alegria chora - , quer um conselho; arrume a mala, agradeça a oportunidade de tentar o
ideal de um verdadeiro negócio da China, e vamos acertar as contas aqui em casa. Nas
horas vagas, pelo meu gosto, que tal um pouquinho de Bossa Nova, nos seus 50 anos entre
sensual, suave e bravíssimo...? Ou, como dizem os meus amigos íntimos João Gilberto (o
cara na interpretação!), Tom Jobim e Vinícius de Moraes em Chega de Saudade: “Abraços e
beijinhos / E carinhos sem ter fim / Que é pra acabar com esse negócio / De viver longe
de mim...”. Em Pequim ou Beijing.

Abraços e beijinhos. A gente vê por aqui.

Gentilmente,

E T para os íntimos, e bem íntimos."



Texto fornecido por um colaborador anônimo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Contos de uma Sala de Aula I


Estavam os alunos e um professor na sala de aula, a discutir acaloradamente sobre as mazelas do processo educativo.

- ... E então, quando vocês tiram notas baixas, e a culpa é de quem? Dos professores, é claro!

- Mas é claro, professor. Vocês que têm de possuir a capacidade de levar a turma ao sucesso!


- Obrigado por me considerar uma mistura de Jesus com Super-Homem.

Então, do fundo da sala, um aluno proferiu:

- Mas como o senhor pode ser uma mistura de duas coisas que nunca existiram?


[Vou tentar transformar isto numa série. Sempre que puder, posto um desses "causos" de sala de aula por aqui.]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Benkyo Suru*



No Japão existem três alfabetos. São chamados de Hiragana, Katakana e Kanji.

O Hiragana e o Katakana são alfabetos auxiliares. O primeiro é usado para se escrever de forma fácil em japonês, enquanto o segundo serve para palavras estrangeiras e onomatopéias. A construção deles é ,em sua maioria, silábica(os símbolos representam sílabas) e cada sinal possui apenas o som da sílaba correspondente. Juntos, eles possuem algo em torno de noventa símbolos.

Já o Kanji, proveniente da China, é um alfabeto simbólico. Então os ideogramas possuem uma tendência a serem muito mais complexos. Existe mais de um modo de leitura, e dependendo do contexto, e de outros tantos fatores, palavras escritas de modo diferente podem ter sons iguais, ou o inverso, já que a maioria dos símbolos possui mais de um fonema associado.

O Kanji possui cerca de cinco mil símbolos.

O alfabeto usado no Brasil é constituído de vinte e seis letras.

Pense numa sala de alfabetização. Lá estão a professora e os alunos. Aqui no Brasil, eles reclamam que é difícil escrever e decorar o que significa cada letra. No Japão também fazem isso, só que o número de ideogramas a decorar (considerando apenas o Hiragana e o Katakana) é quatro vezes maior. Fora que a representação gráfica que a nossa.

Vamos um pouco adiante, para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no sistema [educacional] brasileiro. E visível que nossos governantes acharam uma boa idéia que mesmo tirando notas longe da meta necessária para a aprovação, os alunos, praticamente analfabetos, devem seguir para a próxima série. No Japão, o ingresso em cada etapa de ensino é feito por meio de uma prova. É como se eles fizessem o nosso vestibular, mas alguns anos antes. As melhores escolas pegam apenas as melhores notas, e não tem acordo. Em cada prova é exigido o conhecimento sobre um certo número de Kanjis, e se você não souber, está fora.

É importante frisar que lá, desde 1947, são obrigatórios a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.

O ingresso no Ensino Superior de lá é um dos mais competitivos do mundo. Até seu tipo sangüíneo conta nessa hora. E, mesmo com todo este rigor, em 2005 75,9% dos formandos cursaram universidade ou um curso de valor similar. No Brasil, em vários cursos sobram vagas, outros são lotados. E com tudo isso, cria-se um sistema de cotas para que os já citados analfabetos criados pelo nosso sistema de ensino público ingressem em um curso superior.

Além disto, um último dado. Chineses, Japoneses e Coreanos possuem, segundo pesquisas, a média de Quociente de Inteligência(Q.I.), mais alta da humanidade: 105.O Brasil possui o mediano valor de 87.

Será que alguém consegue ver onde está a diferença? Não é na genética, não é no alfabeto, e nem sequer nas escolas em si.

É algo mais fundamental: "Laissez faire, laissez passer"**


* "Estudar", em japonês.

** "Deixai fazer, deixai passar.", em francês.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sobre o Capitalismo

Capital dos Bilionários
"... Além de contribuir para melhorar a qualidade de vida da população em geral, o desenvolvimento econômico provocou uma multiplicação no número de magnatas que fizeram fortuna com trabalho honesto. Yuri Zhukv e Kirill Pisarev são jovens empresários, ambos com menos de 40 anos, que souberam tirar proveito do desempenho econômico do país nos últimos anos. Eles são sócios em uma construtora de imóveis residenciais, a PIK, empresa que abriu seu capital na bolsa de valores em 2007. Espanta pensar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.”
- Retirado de Veja, Edição 2072 - Ano 41 - nº 21, 6 de Agosto de 2008, Editora Abril


Criança africana, vivendo na miséria alastrada pelo seu continente. Fruto de séculos de exploração em busca de mão-de-obra escrava e recursos naturais.

Viva!