Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Consumidores vibram

Criança torturada com a dor do brinquedo destruído.

Consumidor sempre foi uma classe explorada. Claro, ou não seria consumidor, seria produtor. Mas, enfim, todos sabem muito bem - é uma realidade universal - da ineficiência dos SACs, "Serviços de atendimento ao consumidor", ou, nas palavras deles, "Saco atender consumidor". Contando com a indolência - às vezes nem sempre - inerente ao consumidor no pós-compra, esses serviços mostravam-se absolutamente incompetentes e propositalmente ineficientes. O cara que pensou nisso pela primeira vez certamente se divertia colocando impedimentos para o bom funcionamento do pós-compra. A coisa funciona quase como uma corrida de obstáculos cada vez mais altos para corredores acima do peso, isso excluindo a medalha no final. Tudo feito para que o consumidor desista de exigir o serviço pelo qual pagou desde o começo.

Como funciona de fato o sistema da musiquinha ao telefone. Vai dizer que você nunca pegou um atendente que ouve Black Metal?

Como eles queriam que funcionasse o sistema de atendimento ao cliente.

Assumidamente desconstruindo a tão-pregada imagem de um jornalismo imparcial, venho saudar o governo. No sítio http://www.conquistadoconsumidor.com.br/ , podemos ver a grande frase que diz: "Novas regras para o serviço de atendimento ao consumidor - transparência na hora de ser atendido, respeito na hora de ser ouvido". Acontece que o novo decreto do presidente da República e uma portaria do Ministério da Justiça declararam, em forma de divulgação: "a enrolação e o desrespeito saem de cena e entram a transparência e a competência". A decisão vale para os grandes pavores do consumidor: energia elétrica, telefonia (móvel também), seguradoras, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil (quem não viu a propaganda do cara que quer compar uma passagem pra Bauru e termina comprando pra Mossoró?), empresas de ônibus (três vivas pros estudantes), bancos e cartões de crédito (parece mentira). A validade do decreto deve ter começado no dia primeiro deste mês.
O próximo passo das empresas é despedi-los para compensar a ineficiência.

Só há que se lamentar, entretanto, um atraso no serviço público brasileiro. Uma questão como essa fazia-se mais que necessária há muito tempo, e a decisão só saiu agora. Falta ainda, para resolver esse tipo de problema, o Brasil criar o MGM: Ministério do Governo Macho. O Ministério do Governo Macho toma decisões que passam por cima dos interesses unilaterais do capital privado e, como quase nunca acontece, embora sempre devesse acontecer, atende aos interesses da população, que, como estaria estabelecido em uma de suas primeiras portarias, é "aquele que banca essa merda mesmo". Estando isso assumido, o MGM adotaria medidas de utilidade pública de fato. Lembro aos caros leitores a eficiência desse Ministério, já existente em países latinoamericanos vizinhos. Só para recordar, um deles estatizou uma empresa multinacional que explorava os recursos do seu país e outro fechou um canal de televisão que era formador de toda a opinião pública e está escrevendo uma nova constituição. Ainda bem que são problemas que nosso MGM não teria que resolver. Nos EUA, esse ministério existe como uma secretaria especial há mais de quarenta anos. Foi quem decidiu invadir Cuba, por exemplo. E o Vietnã. Mas nunca foi uma secretaria muito eficiente, visto que sempre foi liderada por militares - como o que mandou invadir o Iraque. A administração do popular presidente Obama já lançou extra-extra-oficialmente que vão convidar as barbas de Chuck Norris para o cargo e acrescentarão um M a mais no final: Secretaria do Governo Macho Mesmo.
Isso é só a barba.
Por hoje, era só isso. Espero que tenham gostado do texto. Se não, por que não ligar pro Serviço de Atendimento do Blogger e deixar sua reclamação no "Como estou escrevendo?". Abraço a todos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Abraços e Beijing 2008




"Gente,

Pequim ou Beijing 2008? Nisso eu também sou brasileiro: me viro somente com o meu
português. A língua chinesa é original, verdadeira demais para ser falsificada por
mim... Menos ainda eu conheço a Revolução Comunista Chinesa, há 50 anos. Eu sei o que
todo mundo sabe sobre a China: 1,3 bilhão de habitantes, todos parecem comer arroz e a
muralha. Nem sei se são recomendáveis os meios que levaram à conquista de tantas
medalhas pelo país sede das Olimpíadas 2008.

Basta o exemplo do Brasil de JK pra cá, cheio de Bossa Nova, os 50 anos nossos. A gente
olha o quadro de medalhas olímpicas, tentando fugir da lanterninha, e tenho certeza de
que precisamos vencer primeiro os nossos piores adversários, dentro de casa, em todos
os segmentos, no jogo político público e privado. Aqui no Brasil não tem essa tática
política de jogar renunciando ao tradicional personalismo, que se empanturra de
vaidade, e de que provêm a frouxidão das instituições e a falta de coesão social.

Querida delegação brasileira - inclusive o nadador Cielo Filho, que por merecida
alegria chora - , quer um conselho; arrume a mala, agradeça a oportunidade de tentar o
ideal de um verdadeiro negócio da China, e vamos acertar as contas aqui em casa. Nas
horas vagas, pelo meu gosto, que tal um pouquinho de Bossa Nova, nos seus 50 anos entre
sensual, suave e bravíssimo...? Ou, como dizem os meus amigos íntimos João Gilberto (o
cara na interpretação!), Tom Jobim e Vinícius de Moraes em Chega de Saudade: “Abraços e
beijinhos / E carinhos sem ter fim / Que é pra acabar com esse negócio / De viver longe
de mim...”. Em Pequim ou Beijing.

Abraços e beijinhos. A gente vê por aqui.

Gentilmente,

E T para os íntimos, e bem íntimos."



Texto fornecido por um colaborador anônimo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Benkyo Suru*



No Japão existem três alfabetos. São chamados de Hiragana, Katakana e Kanji.

O Hiragana e o Katakana são alfabetos auxiliares. O primeiro é usado para se escrever de forma fácil em japonês, enquanto o segundo serve para palavras estrangeiras e onomatopéias. A construção deles é ,em sua maioria, silábica(os símbolos representam sílabas) e cada sinal possui apenas o som da sílaba correspondente. Juntos, eles possuem algo em torno de noventa símbolos.

Já o Kanji, proveniente da China, é um alfabeto simbólico. Então os ideogramas possuem uma tendência a serem muito mais complexos. Existe mais de um modo de leitura, e dependendo do contexto, e de outros tantos fatores, palavras escritas de modo diferente podem ter sons iguais, ou o inverso, já que a maioria dos símbolos possui mais de um fonema associado.

O Kanji possui cerca de cinco mil símbolos.

O alfabeto usado no Brasil é constituído de vinte e seis letras.

Pense numa sala de alfabetização. Lá estão a professora e os alunos. Aqui no Brasil, eles reclamam que é difícil escrever e decorar o que significa cada letra. No Japão também fazem isso, só que o número de ideogramas a decorar (considerando apenas o Hiragana e o Katakana) é quatro vezes maior. Fora que a representação gráfica que a nossa.

Vamos um pouco adiante, para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no sistema [educacional] brasileiro. E visível que nossos governantes acharam uma boa idéia que mesmo tirando notas longe da meta necessária para a aprovação, os alunos, praticamente analfabetos, devem seguir para a próxima série. No Japão, o ingresso em cada etapa de ensino é feito por meio de uma prova. É como se eles fizessem o nosso vestibular, mas alguns anos antes. As melhores escolas pegam apenas as melhores notas, e não tem acordo. Em cada prova é exigido o conhecimento sobre um certo número de Kanjis, e se você não souber, está fora.

É importante frisar que lá, desde 1947, são obrigatórios a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.

O ingresso no Ensino Superior de lá é um dos mais competitivos do mundo. Até seu tipo sangüíneo conta nessa hora. E, mesmo com todo este rigor, em 2005 75,9% dos formandos cursaram universidade ou um curso de valor similar. No Brasil, em vários cursos sobram vagas, outros são lotados. E com tudo isso, cria-se um sistema de cotas para que os já citados analfabetos criados pelo nosso sistema de ensino público ingressem em um curso superior.

Além disto, um último dado. Chineses, Japoneses e Coreanos possuem, segundo pesquisas, a média de Quociente de Inteligência(Q.I.), mais alta da humanidade: 105.O Brasil possui o mediano valor de 87.

Será que alguém consegue ver onde está a diferença? Não é na genética, não é no alfabeto, e nem sequer nas escolas em si.

É algo mais fundamental: "Laissez faire, laissez passer"**


* "Estudar", em japonês.

** "Deixai fazer, deixai passar.", em francês.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sobre o Capitalismo

Capital dos Bilionários
"... Além de contribuir para melhorar a qualidade de vida da população em geral, o desenvolvimento econômico provocou uma multiplicação no número de magnatas que fizeram fortuna com trabalho honesto. Yuri Zhukv e Kirill Pisarev são jovens empresários, ambos com menos de 40 anos, que souberam tirar proveito do desempenho econômico do país nos últimos anos. Eles são sócios em uma construtora de imóveis residenciais, a PIK, empresa que abriu seu capital na bolsa de valores em 2007. Espanta pensar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.
- Retirado de Veja, Edição 2072 - Ano 41 - nº 21, 6 de Agosto de 2008, Editora Abril


Criança africana, vivendo na miséria alastrada pelo seu continente. Fruto de séculos de exploração em busca de mão-de-obra escrava e recursos naturais.

Viva!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Capitalismo

- Dotô, quero ir no banheiro.
- Espere. Não estou com vontade ainda.


domingo, 27 de janeiro de 2008

Avanço do "intelecto"? - parte II

Como dito anteriormente que o "povão" não tem um nível "intelectual" necessário para aderir à filosofia, à ciência e à razão, tem-se motivos realmente pertinentes.

Quando se determinam níveis de inteligência, é bem certo que esses serão comparados entre si. A epistemologia, mais necessariamente a origem dos conhecimentos, trata diversas fontes como raízes do conhecimento; portanto, sabedoria adquirida pelo povo, ou conhecimento popular - senso comum -, também faz parte dessa árvore. Entretanto, quando se compara a ciência com crenças populares deve-se ter em mente a maneira de cada um trabalhar uma tese. As características do senso comum são incoerências, superficialidades, conhecimentos geralmente baseados em fé, enquanto a ciência possui métodos de pesquisa, regras, normas e propõe-se a responder indagações ainda não "explicadas".

O conhecimento popular: valores incontestáveis

São diferenças fundamentais que mostram: para o povo, que tem morais e éticas distorcidas pelo senso comum, é muito mais fácil aceitar um dogmatismo cristão (muito mais confortável, como um paraíso metafísico) que uma prova científica (nem sempre agradável, de vida biológica, finita).

Ainda, temos de admitir que a massa, principalmente de países em transição/de terceiro mundo - como os já citados, Brasil, Índia e China -, geralmente composta por trabalhadores sem tanta qualificação, de uma forma ou de outra terá um nível bem abaixo da classe "média-baixa" dos demais países - ditos de primeiro mundo. Embora essa afirmativa não tenha partido de um estudo empírico, há de se esperar que, racionalmente falando, manter uma população (des)informada em determinados aspectos, da maneira que um governo deseja, é algo estratégico, já que a população é a base de uma nação. Sem necessariamente dizer que a causa do senso comum seja esta, uma nação tende a seguir modelos (mesmo os mais rudimentares de suas primeiras tribos) e sofre influências - do governo, por exemplo -, onde vai-se modelando o conhecimento. Portanto, uma nação influenciada por idéias e ideais "de risco" pode se manisfestar a favor ou contra o governo - a última não é muito agradável para um governante que deseja manter seu mandato ou autoridade, por isso, "tange-se" a população constantemente.
Onde está a liberdade do povo?

Eugène Delacroix - A Liberdade Guiando o Povo, 1830

Estratégias políticas existem e sempre existiram. Uma das mais eficazes sempre foi a manipulação. Todo e qualquer líder deve saber conduzir suas ovelhas. Líderes políticos devem mais precisamente que quaisquer outros, principalmente em repúblicas democráticas; pois nestas, o povo escolhe seu(s) representante(s). Nisso, entra a (des)informação tão exposta atualmente. Para um líder político, manter sua nação austera e desenvolvida é tão significativo quanto para uma tribo, guerrear e dominar uma área. Sun Tzu, na obra bélica mais utilizada de todos os tempos, A Arte da Guerra, torna-se universal quando diz: "O general que compreende a guerra é o ministro do destino do povo e o árbitro do futuro da nação". A guerra transcende seu sentido de combate, armas e lutas, e assume a relação do governante para o povo, no aspecto de manter o conhecimento para o/do povo e administrar o destino de seu governo.

Sun Tzu

Analogamente, podemos interpretar a presença das religiões da mesma forma, no intuito de manter seus fiéis. Aqui, podemos atribuir à classe da epistemologia, o dogmatismo, pois a todo momento a religião confirma os conhecimentos - (re)formulando e (re)afirmando seus interesses - em nome de uma divindade. A Igreja Católica, por exemplo, que na Idade Média determinava a direção do mundo, criou as cruzadas para salvar a terra santa, mero pretexto para aumentar seu poderio político-econômico - aqui ainda mais deplorável, pois seu domínio era sobre a nobreza. Hoje, luta contra Deus e o mundo para manter-se ainda acima dos homens; e consegue manter influência sobre boa parte dos humanos. No Fundamentalismo islâmismo, os xiistas, quando gritam "Jihad", conseguem promover o caos e o "terrorismo" - principalmente às sociedades ocidentais, comparado às invasões bárbaras na queda do Império Romano. E todos os demais conflitos que demonstram a capacidade de manipulação perante à população, mas tudo, evidentemente, por interesses intrínsecos.

Saindo das guerras e entrando na área administrativa, podemos ver o quão retóricos são os pastores das Igrejas do reino de deus, e como, a todo tempo, mantém seus seguidores, usando os medos metafísicos da "inocente" população para vendá-la e colocar cabrestos.

Será?

Entratanto, existem correntes a favor de melhorar o mundo e não apenas satisfazer o capitalismo interno das instituições. São meios, muitas vezes hipócritas ou/e utópicos, que tentam fazer do mundo um lugar melhor, mas não passam de tentativas frustradas de humanos ainda mais alienados. A ONU, pregadora da paz mundial, pouco ou nada faz para evitar diversos conflitos iniciados por frescura política, que só geram destruição - valendo a pena ressaltar que durante muito tempo essas guerrilhas foram/são defendidas pelos civis, mesmo em países "desenvolvidos". Temos o exemplo dos EUA na invasão do Iraque e nos conflitos de interesses petrolíferos no oriente médio, sobre desculpa de estarem sendo atacados por terroristas; medos "americanos" travestidos de véus muçulmanos.

Além disso, temos lavagens cerebrais feitas diariamente, agilizadas pelos meios de comunicação que transmitem as informações (muitas vezes tendenciosas) de maneira sempre a favor dos maiores. Temos na mídia, toda base de informações e notícias, e para melhorar isso, existem programas apoiados pelo governo, para incentivar a inclusão digital, entre eles, permitir o acesso à internet pela população mais necessitada: uma faca de dois gumes, afinal, o poderio da internet, ao ponto que ensina, também pode ser usado para maus caminhos. Outros veículos de comunicação são o rádio e a televisão, onde os donos - sócios entre si e/ou aliados (ou não) do governo - modelam a programação a partir de interesses dos mesmos. Nisso, surgem as origens que influenciaram/influenciam boa parte, senão toda, da formação do conhecimento, da moral, da religião, da ética e da consciência da população especificada.

Além disso, é razoável saber que as oportunidades não são pra todos, e que grande parte da população citada não tem acesso a bom ensino, estudos mais aprofundados, nem tão pouco uma breve guia sobre racionalismo ou qualquer outra área que explique melhor e mostre os fundamentos dos "dogmas" aceitos - aquelas lavagens cerebrais feitas nos domingos, nas segundas, terças... -, podendo-se concluir: determinados assuntos serão completamente ignorados ou aceitos da maneira mais conveniente para a minoria - o topo da pirâmide social.


Pirâmide Social do Capitalismo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

País ganha 60 mil novos milionários em apenas um ano

"Em um ano, o Brasil elevou seu número de milionários em 60 mil, passando de 130 mil em 2006 para 190 mil no ano passado, de acordo com dados do BCG (The Boston Conulting Group).
A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a cerca de metade do PIB brasileiro.
São classificados como milionários aqueles com mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro."

Capa da Folha de São Paulo, domingo, 13 de Janeiro de 2008.

Impressionante. 60 mil pessoas tornaram-se milionárias num período de 12 meses. Mas o país não cresceu tanto assim. Só tem uma explicação lógica: são pessoas de sorte que ganharam, cada uma, prêmio máximo em loterias em países como Zimbabwe e Botsuana e compraram uma açãozinha ou outra do fermentadíssimo bolo que é a Bovespa.

PS: alguém sabia que, em relação a Zimbabwe, "dados governamentais de junho de 2007 já apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 15000%"?
(ver wikipedia)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pizza e os Modos de Produção

Tenhamos um texto didático, uma aula dinâmica, até mesmo interdisciplinar. Envolvamos a perfeita química da pizza aos modos de produção mais comuns aplicados ou pensados ao longo da história do homem.


Comunismo Primitivo

Nessa época, os machos corriam atrás das pizzazinhas, das maiores às menores, enquanto as mulheres cuidavam do cultivo dos condimentos. Quando as pizzazinhas acabavam, eles migravam para outra região que continha mais delas. Eram todas divididas igualmente pelo grupo. Isso quando um não lutava com outro por sua fatia, e o vencedor, de quebra, ainda virava o chefe da tribo. Essa divisão de poder terminou gerando uma maior desigualdede de poder, o que levou ao...

Escravismo

Muito utilizado na Grécia e na Roma Antiga. Aqui eu sou dono de tudo. A pizza, o ingrediente, a terra, você que produz... E eu ainda como a pizza. Não é bom? Os escravos não acharam. Uma série de transformações históricas nos levou ao...


Feudalismo










Não, aqui eu não sou mais dono de tudo. Apenas da terra, do que é produzido nela e da pizza. Você não é dono de nada, embora more numa terrinha qualquer e esteja preso a ela. Você tem direito a comer um pouco da pizza, mas uma vez por semana é você quem vai fazê-la pra mim. Ninguém gostou disso também. Todo mundo queria muita coisa pra si, e foi aí que surgiu o...



Capitalismo






Aqui você pode ter onde morar. Eu não ligo mais. Agora o fato é que você vai trabalhar na minha terra, na minha fábrica ou na minha loja. Seja colhendo os ingredientes, seja fabricando a massa ou vendendo a pizza pronta. Eu quero a pizza toda pra mim, e quando mais pizza eu tiver, mais pizza eu comerei. Pizza, pizza, pizza. Naturalmente, é o mais falho dos sistemas, mas é o que está aparentando ser mais sustentável graças à propaganda. Os comedores de pizza alegam que todos comem pizza, e mesmo você não comendo pizza e reconhecendo isso, não faz nada a respeito. Em resposta a ele, surgiram outros, mais avançados.



Anarquismo



Alguém fez a pizza. OBA! Vamos atrás do cara bater nele e pegar o que conseguirmos!




Socialismo







Todos produzem a pizza e entregam que eu devolvo pra todo mundo. (He-he).




Neoliberalismo




Ok, não é bem um modo de produção. Mas que inverte valores, ah, isso inverte.



...




Considerações a parte, isso só me faz pensar que o ser humano é o único inseto que inventa seu próprio inseticida. Inventou a roda, foi atropelado por ela. Inventou a bomba, foi explodido por ela. Inventou a sociedade, foi esmagado por ela. Inventou a pizza... Bem...


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Os 100 maiores gênios vivos


"O primeiro colocado na lista dos top 100 da empresa Synectics ficou o químico suíço Albert Hofmann, inventor do LSD, empatado com o britânico Timothy John Berners-Lee, criador do domínio WWW (World Wide Web).

Entre outros, a lista tem ainda o líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, e Bill Gates, criador da Microsfot, ambos na 43ª colocação. Aparecem ainda os cineastas Steven Spielberg (25º) e Quentin Tarantino (100º), o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov (20º), o cantor Stevie Wonder (49º), e a criadora de Harry Potter, J.K. Rowling (83º).

Niemeyer, que fará 100 anos dia 15 de dezembro próximo, criou Brasília, o Memorial da América Latina (São Paulo), o MAC (Niterói) e o conjunto da Pampulha (Belo Horizonte), entre outras obras."
(...)

"Segundo explicação da Synectics, a definição de gênio é uma combinação de vários fatores.

Nas palavras da empresa que criou o ranking:

"É muito difícil achar uma definição para o conceito. A maioria das pessoas seria capaz de nomear algumas pessoas que julgam qualificadas para ser gênios. Mas elas talvez achem mais difícil chegar a um acordo entre elas quando comparando listas. Não é fácil quantificar genialidade. Da Vinci é um gênio? Será por causa de seu talento fenomenal? Ou será que isso tem a ver com conquistas ao longo da vida? Será que é pelo reconhecimento acumulado ao longo dos anos que se mede isso? Ou pelo impacto que isso teve no mundo. Ou algo que tenha a ver com os grandes avanços que Ele trouxe para o mundo. Avanços que fizeram do mundo inteiro um lugar diferente. A Synectics acredita que o gênio é uma combinação de todos os fatores listados acima"

Confira a lista abaixo:

Posição Nome País Atuação Pontos
1°) Albert Hoffman Suíça Químico 27
Tim Berners-Lee Grã-Bretanha Cientista da computação 27
3°) George Soros EUA Investidor e filantropia 25
4°) Matt Groening EUA Comediante 24
5°) Nelson Mandela África do Sul Político e diplomata 23
Frederick Sanger Grã-Bretanha Químico 23
7°) Dario Fo Itália Escritor 22
Steven Hawking Grã-Bretanha Físico 22
9°) OSCAR NIEMEYER BRASIL ARQUITETO 21
Philip Glass EUA Músico 21
Grigory Perelman Rússia Matemático 21
12°) Andrew Wiles Grã-Bretanha Matemático 20
Li Hongzhi China Líder espiritual 20
Ali Javan Irã Engenheiro 20
15°) Brian Eno Grã-Bretanha Músico 19
Damian Hirst Grã-Bretanha Artista 19
Daniel Tammet Grã-Bretanha Lingüista 19
18°) Nicholson Baker EUA Escritor 18
19°) Daniel Barenboim Não informado Músico 17
20°) Robert Crumb EUA Artista 16
Richard Dawkins Grã-Bretanha Biólogo e filósofo 16
Larry Page e Sergey Brin EUA Editor 16
Rupert Murdoch EUA Editor 16
Geoffrey Hill Grã-Bretanha Poeta 16
25°) Garry Kasparov Rússia Enxadrista 15
26°) Dalai Lama Tibete Líder espiritual 14
Steven Spielberg EUA Cineasta 14
Hiroshi Ishiguro Japão Cientista de robótica 14
Robert Edwards Grã-Bretanha Pioneiro no 'bebê de proveta' 14
Seamus Heanley Irlanda Poeta 14
31°) Harold Pinter Grã-Bretanha Escritor e dramaturgo 13
32°) Flossie Wong-Staal China Biotecnologista 12
33°) Bobby Fischer EUA Enxadrista 12
Prince EUA Músico 12
Henrik Gorecki Polonês Compositor 12
Avram Noam Chomski EUA Filósofo e lingüista 12
Sebastian Thrun Alemanha Cientista de robótica 12
Nima Arkani Hamed Canadá Físico 12
Margaret Turnbull EUA Astrobiólogo 12
40°) Elaine Pagels EUA Historiadora 11
Enrique Ostrea Filipinas Pediatra e neonatologista 11
Gary Becker EUA Economista 11
43°) Mohammed Ali EUA Boxeador 10
Osama Bin Laden Arábia Saudita Líder islâmico 10
Bill Gates EUA Empresário 9
Philip Roth EUA Escritor 9
James West EUA Inventor 9
Tuan Vo-Dinh Vietnã Biomédico 9
49°) Brian Wilson EUA Músico 9
Stevie Wonder EUA Músico 9
Vint Cerf EUA Cientista da computação 9
Henry Kissinger EUA Diplomata 9
Richard Branson Grã-Bretanha Publicitário 9
Pardis Sabeti Irã Biólogo 9
Jon de Mol Holandês Produtor de TV 9
Meryl Streep EUA Atriz 9
Margaret Attwood Canadá Escritor 9
58°) Placido Domingo Espanha Tenor 8
John Lasseter EUA Animador digital 8
Shunpei Yamazaki Japão Cientista da computação 8
Jane Goodall Grã-Bretanha Antropóloga 8
Kirti Narayan Chauduri Índia Historiadora 8
John Goto Grã-Bretanha Fotógrafo 8
Paul McCartney Grã-Bretanha Músico 8
Stephen King EUA Escritor 8
Leonard Cohen EUA Poeta e músico 8
67°) Aretha Franklin EUA Cantora 7
David Bowie Grã-Bretanha Músico 7
Emily Oster EUA Economista 7
Steve Wozniak EUA Co-fundador da Apple 7
Martin Cooper EUA Inventor do celular 7
72°) George Lucas EUA Cineasta 6
Niles Rogers EUA Músico 6
Hans Zimmer Alemanha Compositor 6
John Williams EUA Compositor 6
Annete Baier Nova Zelândia Filósofa 6
Dorothy Rowe Grã-Bretanha Psicóloga 6
Ivan Marchuk Ucrânia Artista e escultor 6
Robin Escovado EUA Compositor 6
Mark Dean EUA Inventor 6
Rick Rubin EUA Músico e produtor 6
Stan Lee EUA Editor 6
83°) David Warren EUA Engenheiro 5
Jon Fosse Noruega Escritor e dramaturgo 5
Gjertrud Schnackenberg EUA Poeta 5
Graham Linehan Irlanda Escritor e dramaturgo 5
J. K. Rowling Grã-Bretanha Escritora 5
Ken Russell Grã-Bretanha Cineasta 5
Mikhail T. Kalashnikov Rússia Designer de armas 5
Erich Jarvis EUA Neurobiólogo 5
91°) Chad Varah Grã-Bretanha Fundador dos Samaritanos 4
Nicolas Hayek Suiça Empresário 4
Alastair Hannay EUA Filósofo 4
94°) Patricia Bath EUA Oftalmologista 3
Thomas A. Jackson EUA Engenheiro aeroespacial 3
Dolly Parton EUA Cantora 3
Morissey Grã-Bretanha Músico 3
Michael Eavis Grã-Bretanha Organizador 3
Ranulph Fiennes Grã-Bretanha Aventureiro 3
100°) Quentin Tarantino EUA Cineasta 2 "

(...)

"O que faz um gênio ser o que é? Todo mundo, até quem não é cientista sabe que Stephen Hawking é um gênio. Mas o que é que Stephen Hawking tem para ser um gênio? Será que seu gênio pode ser comparado ao de outros? Será que ele é mais ou menos genial do que Zinedine Zidane, por exemplo? Será que Zinedine Zidane é gênio mesmo? Quem mais é um gênio? Essas são as questões examinadas neste breve artigo. Quanto mais eu pensei sobre a genialidade, mais me convenci de que ela está envolvida num grande segredo. E isso com certeza nos fascina. E, para muitos, “gênio” é a maior distinção que pode ser atribuída a uma pessoa."

Fonte e texto completo em: http://www.maratimba.com/noticias/news.php?codnot=213725

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Eu voltarei!

No muro do cemitério ao lado do portão, com letras negras e desordenadas, estava escrito EU VOLTAREI!

Pergunto agora: será esta uma época propícia para os mortos voltarem? A cidade tão tumultuada, tanta poluição, tantas greves e os assaltos e seqüestros se multiplicando, nas penitenciárias há comandos do crime. Vulgaridade e violência num galope livre nas zonas da burguesia e da periferia onde os rios morrem e as árvores agonizam. EU VOLTAREI! aquele lá avisou, e agora me ocorre que ainda existem ameaças de guerrilhas, mas não foi suficiente tanta matança na guerra maior? Pelo visto não, porque os anos de guerra superaram e muito os tempos da pomba branca com o ramo verde no bico. Os jovens estão fugindo para outros países, sim, aqui tem aquele céu estrelado, a paisagem e o mar mas é lá longe que eles esperam realizar seus sonhos.

Um momento, eu falei no mar? Pois o mar em transe subiu e avançou enfurecido, Estou recuperando o que era meu! Vejo a natureza perdendo a paciência com o reinado do ser humano, o que fez Dom Policarpo, um santo da antiguidade, cair de joelhos lá em Smyrna e exclamar, Meu deus, em que século me fizeste nascer!

E a máquina de consumismo a todo vapor, difícil escapar da engrenagem infernal dos shoppings e das galerias, comprar, comprar, comprar... Nos intervalos, comer para voltar a comprar porque tudo é ali mesmo por perto, não perder o ritmo. Tempo é dinheiro! repete o funcionário de um banco que batizou o filho com o nome de Dólar, mas quando o Dólar está em baixa fica o apelido, Dodô.

A moda é não resistir às três palavras soberanas, Denúncia, Evento e Imperdível. A fúria das denúncias políticas cresceu tanto que elas já quase perderam a importância, o povo acabou ficando assim anestesiado, lê, escuta e esquece porque depois não acontece mesmo nada, denunciantes e denunciados afundam no buraco negro da memória nacional.

Evento é outra palavra flutuando na ventania, tudo é evento, a festa e o espetáculo, o batizado e a morte, até a morte? A morte sim, não esquecer a jovem conversando com a amiga no elevador, Hoje não vou ao cinema porque surgiu um evento, morreu meu tio e o enterro é agora.

Imperdível, eis aí outra palavra que reina na máquina publicitária, é imperdível aquele carro, qual? O carro que vem com um terapeuta embutido, o motorista entra, fecha a porta e ouve a voz que vem do painel aceso, O problema é de origem real ou existencial? Se for real, de natureza física, aperte no painel o botão vermelho.

EU VOLTAREI! ele escreveu no muro do cemitério. Pergunto agora se por acaso esse desertor é negro. Se for negro quero lembrar que ainda vigora o preconceito, disfarçado mas atuante, onde o emprego? Onde a escola? E não adianta tingir o cabelo de louro porque o preconceituoso tem olho vivo, Todo brasileiro é mestiço senão no sangue nas idéias, escreveu Silvio Romero há cem anos.

O desertor mulher também não irá encontrar um clima ideal porque os homens perderam o respeito pelo sexo considerado inferior apesar das conquistas, algumas reais e outras ilusórias. Casadas, amasiadas e solteiras andam levando bordoada por dá cá aquela palha. Repletas as delegacias da mulher com olho roxo e nariz quebrado. Tirante aquelas que não dão queixa, segundo o noticiário uma mulher no Brasil é espancada a cada quinze segundos.

Esperar pelo Natal que seria uma época ideal para essa volta anunciada? Mas o Natal já vem se misturando ao Carnaval, os viciados consumistas não podem pensar em meditação ou recolhimento com todas as lojas fazendo ofertas extraordinárias.

Um chefe de família da classe média que escapou de um recente assalto chega em casa e respira tão aliviado, a penumbra da sala com o gato cochilando na almofada com seu mistério e o cachorro sorridente e sem mistério pedindo um afago. Então o homem afunda na poltrona e sonha com uma música singela do tipo das toadas sertanejas, que não exigem maior atenção, ou quem sabe a leitura de um livro não solicitante, daqueles que a gente lê pulando as páginas sem remorso. Fecha os olhos, a trégua. Então entra a mulher aos gritos, A festa já começou e você desse jeito, já fez a barba? E vem o filho adolescente, liga a televisão no volume máximo e lembra, E o dinheiro, pai? Hoje tem balada!

EU VOLTAREI! o futuro desertor avisou no muro. Preciso ainda lembrar que um conceituado vereador já entrou com um importante projeto de lei, acabar com os cemitérios! Com tempos assim tão difíceis e esse desperdício de terra, tudo anti-higiênico e antiquado, lamenta o político interessado numa transação imobiliária. Chega de sentimentalismo! ele queixou-se a uma jornalista. Meu plano é construir nessas terras esvaziadas um espaço cultural ou estacionamento, qual a sua opinião? O jornalista sacudiu a cabeça e pensou com seus botões, Nesse andar, antes que venha a ordem de despejo é aconselhável que os falecidos comecem a sair desde já levando o próprio caixão na cabeça.

Refletindo melhor creio que vivos e mortos não devem se preocupar, afinal, são tão numerosas as pilhas de processos urgentes aguardando solução, montanhas de processos, montanhas! E esse projeto de lei é tão polêmico, certamente alguém recorrerá ao Poder Judiciário, mais tempo paralisando a papelada, e daí? Então é esperar que a montanha vá baixando, baixando e quem sabe daqui a mil anos?...

EU VOLTAREI! ameaçou o desertor mas quem passar hoje por aquele muro já não lerá mais nada.

Lygia Fagundes Telles, no livro Conspiração de Nuvens.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Prefeito de Primeira

"Uma pesquisa Instituto Brasmarket realizada em todas as capitais brasileiras elegeu o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) como o melhor do Nordeste." (...)

"Ricardo Coutinho dividiu os prêmios com todos os pessoenses. “Primeiro, porque a população de João Pessoa tem compreendido o esforço da atual administração em mudar comportamentos e imprimir seriedade no trato com os recursos públicos, fazendo com que esses recursos contemplem as necessidades essenciais da nossa cidade. Não podemos esquecer de compartilhar este momento com toda a nossa equipe de secretários, diretores e funcionários do governo municipal onde não existe exceção no que diz respeito à seriedade na busca dos melhores procedimentos para que o objetivo final de servir ao povo e à Capital seja alcançado", destacou Ricardo Coutinho."
(...)
"Na pesquisa, foram avaliados itens como: competência dos governantes; qualidade dos serviços públicos em cada capital; equipe do prefeito; qualidade de vida e os serviços públicos essenciais; honestidade pessoal e empenho no combate à corrupção; sensibilidade social e empenho no combate à pobreza e às desigualdades sociais; competência e capacidade pessoais; empenho em promover o progresso, o desenvolvimento e combater o desemprego; energia e capacidade pessoal de comandar.
"

(Texto completo: http://www.snn.com.br/noticia/14004/18)

Ao contrário de governos que prometem muito, trabalham pouco e quase nada fazem (o espaço cultural que se segure pra não cair, pois se depender de obras do governo estadual, em breve teremos uma bela sucata), nosso atual prefeito está mostrando que pode e sabe fazer a cidade crescer! Apenas nessa gestão, João Pessoa já cresceu, em alguns aspectos, os oito anos que ficou parada de 1996 à 2004.
Só pra citar algumas melhorias:
Manutenção da pavimentação, serviços de manutenção da iluminação pública ornamental, construção de escolas e creches, praças etc.
Todo canto da cidade é uma obra.
Deixem o mago trabalhar!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dá-lhe, gamers!


Pokemon Yellow, StarCraft e Super Mario Bros 3 são alguns dos jogos mais bem sucedidos da história da Indústria de Entretenimento.
Confira a lista dos 20+, sua plataforma e o número de cópias vendidas (é jogo que não se acaba mais), feito pela GunSlot e divulgada pela Game Guardian:

1. Pokémon Red, Blue and Green - Gameboy - 20.08 milhões de cópias vendidas
2. Super Mario Bros. 3 - Nintendo - 18 milhões de cópias vendidas
3. The Sims - PC - 16 milhões de cópias vendidas
4. Nintendogs - Nintendo DS - 14.75 milhões de cópias vendidas
5. Pokémon Gold and Silver - Gameboy - 14.1 milhões de cópias vendidas
6. Super Mario Land - Gameboy - 14 milhões de cópias vendidas
7. Grand Theft Auto: Vice City - Playstation 2 - 13 milhões de cópias vendidas
- Pokémon Ruby and Sapphire - Game Boy Advance - 13 milhões de cópias vendidas
- The Sims2 - PC - 13 milhões de cópias vendidas
8. Grand Theft Auto: San Andreas - Playstation 2 - 12 milhões de cópias vendidas
9. Super Mario 64 - Nintendo 64 - 11 milhões de cópias vendidas
- Gran Turismo 3 - Playstation 2 - 11 milhões de cópias vendidas
- Grand Theft Auto III - Playstation 2 - 11 milhões de cópias vendidas
10. Pokémon FireRed and LeafGreen - Game Boy Advance - 10.66 milhões de cópias vendidas
11. New Super Mario Bros. - Nintendo DS - 10.52 milhões de cópias vendidas
12. Gran Turismo Playstation 1 - 10.5 milhões de cópias vendidas
13. Pokémon Diamond and Pearl - Nintendo DS - 10 milhões de cópias vendidas
- Super Mario Bros. 2 - Nintendo - 10 milhões de cópias vendidas
14. Final Fantasy VII - Playstation 1 - 9.8 milhões de cópias vendidas
15. StarCraft - PC - 9.5 milhões de cópias vendidas
16. World of Warcraft - PC - 9 milhões de cópias vendidas
17. Brain Age: Train Your Brain in Minutes a Day! - Nintendo DS - 8.61 milhões de cópias vendidas
18. Gran Turismo 2 - Playstation 1 - 8.5 milhões de cópias vendidas
19. Mario Kart 64 - Nintendo 64 - 8.47 milhões de cópias vendidas
20. Halo 2 - XBox - 8 milhões de cópias vendidas
- Donkey Kong Country - Super Nintendo - 8 milhões de cópias vendidas
- Super Mario Kart - Super Nintendo - 8 milhões de cópias vendidas
- GoldenEye 007 - Nintendo 64 - 8 milhões de cópias vendidas
- Pokémon Yellow - Game Boy - 8 milhões de cópias vendidas

Pense numa pra render! To já pensando em vender jogo! xD

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Uma Breve História da Religião - Parte II

Depois de abordar de modo geral as culturas que deram origem às diversas religiões, abordaremos individualmente as principais religiões atuais:

1) Judaísmo

Moisés segurando a Tábua das Leis


Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o judaísmo é a de raízes mais antigas. De seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adotou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas.
Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados judeus ou israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantido com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência.

1.1 ) História dos judeus

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi.

Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

1.2) Subdivisões

Judaísmo Conservador

Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo

Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista

O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.


1.3) Símbolos do Judaísmo

- O Muro das Lamentações – em Jerusalém, é o que resta do templo de Herodes, destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Aqui os hebreus vêm rezar. É o único lugar sagrado de todo o Judaísmo.

- O Candelabro dos sete braços – A "Menorah" é o símbolo do Judaísmo. O 7 é para os Judeus o número da plenitude, da perfeição.
- A Sinagoga – É o lugar de oração, de estudo e de reunião.
- O Rabino – Os hebreus não têm sacerdotes. O Rabino é só um mestre, um guia espiritual para os fiéis na interpretação da Bíblia.
- O Sábado – É o dia semanal festivo dos judeus. Começa ao pôr-do-sol de Sexta-feira e vai até ao pôr-do-sol de Sábado. É um dia dedicado à oração e ao descanso.

1.4) As festas

- O dia do perdão – «Yom Kippur
» – festa de jejum e de expiação. Cada judeu deve estender ao seu inimigo a mão da reconciliação, esquecendo as ofensas e pedindo desculpas.
- A festa da Páscoa – «Pessah» – recorda a saída do povo hebraico do Egipto, guiado por Moisés. Prolonga-se por oito dias.
- A festa do Pentecostes – «Shavuot» – recorda a Dom da Torá (Dez Mandamentos), dada por Deus a Moisés, no monte Sinai.

1.5 ) Crenças

Conceitos de vida e morte: O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanakh não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruach) para se referir à fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.

Ressurreição e a vida além-morte: O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência à uma vida além da morte, nem à um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio em Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituiam em importante ensino por parte dos fariseus.

Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.

Deus: Deus é o Criador. Eterno, omnisciente, omnipotente, infinito e incorpóreo. Deus não tem género no sentido humano do termo, o pronome masculino é-Lhe atribuído apenas por convenção. Deus é único. Deus é um e não composto por diferentes personalidades.

O Bem e o Mal: Deus é o Criador de todas as coisas. O judaísmo não tem o conceito de Diabo. Enquanto em hebraico existe a palavra satan, e ela de facto é mencionada várias vezes na Bíblia Hebraica, o seu significado é completamente diferente do atribuído pelos cristãos – em hebraico satan quer dizer oponente, referido por regra no contexto da luta interior individual entre dois opostos. O “Mal” é produto exclusivo das acções, individuais e colectivas, do Homem, assumindo-se como o resultado de um processo cósmico de “causa e efeito” equiparável às teorias da física newtoniana.

Messias: A palavra hebraica moshiach (משיח - messias) não tem a mesma conotação que lhe é atribuida pelo cristianismo. No judaismo não existem homens-deus, semideuses ou filhos literais de Deus. Uma pessoa não pode tomar ou absolver os pecados de outra. Os judeus não estão à espera da vinda de alguém. O Futuro chegará através das acções do conjunto da Humanidade. Um dos sinais contidos na Bíblia Hebraica para a chegada da era messiânica é a paz universal.

Povo Eleito: A Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) refere-se poucas vezes aos judeus como “o povo eleito”, mas a expressão tem sido destorcida ao ponto de se fazer crer que os judeus se julgam intrinsecamente superiores aos não-judeus. Esta leitura é completamente falsa. Os judeus são “escolhidos” apenas enquanto portadores da Mensagem (Instrução), e seus guardiões através dos séculos. Não existe qualquer sentimento de superioridade ou inferioridade implicita.

Sacrifício e Expiação: O sacrifício não é necessário para a expiação. O propósito do sacrifício é expressar o sentimento de afinidade pessoal para com o Criador. Na ausência do sacrifício, o mesmo sentimento pode ser expresso através da oração (meditação) e correcção dos erros cometidos.

Dez Mandamentos: Os conhecidos “Dez Mandamentos” são apenas uma parte da Instrução, ainda que importante. A palavra hebraica usada significa literalmente “declaração” (“dez declarações”). No judaísmo, em vez de apenas dez, existem 613 mandamentos (mitzvot).

A Torá ou Pentateuco – De acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.


quinta-feira, 19 de julho de 2007

Uma Breve História da Religião - Parte I

Etimologia:
Embora seja bastante controverso, o termo religião pode ser interpretado, do latim, re (novamente) + ligare (se ligar) como uma forma de unir a relação entre o homem e deus.
Tornando a religião, essencialmente, culto de um para outro.

Definição:
Segundo o Aurélio:
  • 1. Crença na existência de força ou forças sobrenaturais;
  • 2. Manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios;
  • 3. Devoção;
Disso partimos em busca do conceito de crença, e encontramos algo intimamente ligado à fé. Essa última que pode ser interpretada como uma resposta de forma “inocente” àquilo que nos é superior, sobrenatural ou inexplicável (mesmo que apenas um intervalo de tempo). A crença por si é uma resposta sistematizada da fé. Onde são feitas, metodicamente, as atribuições, origens e explicações (Mitos, do grego mythos = fábulas; geralmente explicações atribuídas aos deuses, sendo esses seres ativos que definiam o destino da vida na terra) para as respostas metafísicas e existencialistas, empregadas por qualquer massa cinzenta, quando se depara com algo que lhe quebra a habitualidade dos acontecimentos (um milagre, por exemplo). Partindo da premissa que a religião é baseada na crença, a própria pode ser tomada como a imposição e aceitação de dogmas, “doutrina e ritual próprios”.
Porém, o estudo da religião, é em primeiro lugar, uma filosofia engajada no questionamento crítico, a fim de estabelecer uma tese, baseado em provas efetivas, que assemelham-se às respostas especulativas à cerca do mundo e suas origens para melhor ser aceito pelos seus adeptos. Muito embora, na maioria das vezes esse estudo seja colocado de lado (e retomado pelos filósofos). Sobra então aos religiosos, seguir com o “único” objetivo da dita religião: a doutrinação.Os muçulmanos consideram a Caaba, ao centro da grande mesquita de Meca, o lugar mais sagrado da Terra

Pregação:
Seguindo o raciocínio, quando a religião deixa de lado o questionamento à cerca de uma verdade, e passa a propagar apenas idéias já feitas e fundamentadas nos seus próprios dogmas, essa vai ganhando força na sua essência, que é a devoção em cima da fé.
Quando se é aceito uma premissa, vinda de um pregador, ou doutrinador, como verdadeira, e se é convertido, nomear-se-á como prosélito (do grego prosélitos = aderente; ato que consiste em conquistar aderentes à doutrina). Como já foi dito, a religião, como um grupo de dogmas, geralmente se torna tema somente de doutrinação e proselitismo.
“O doutrinador, que faz proselitismo, não mais se propõe a rever sua posição; convencido de uma doutrina, a propaga, com vistas a obter prosélitos. Ele interpreta a si mesmo como apóstolo de uma verdade. Quando pesquisa apenas procura novas provas para esta sua verdade. Quando discute, não mais busca a verdade, mas quer apenas refutar seus adversários.” (Enciclopédia Simpozio)
Com isso, temos a origens das pregações em massa, quando essa aceita as palavras do apóstolo como verdadeiras, sem se questionar, uma vez que a massa não tem erudição suficiente. Logo um pregador estuda a retórica (podemos comparar a religião à política, nesse aspecto), treina a demagogia, “procura novas provas para esta sua verdade” a fim de persuadir seus ouvintes, e impondo seus dogmas como verdadeiros, ganha a adoração dos mesmos.
Porém, quando se prega às massas e quebra-se a liberdade de consciência, esses tornar-se-ão fanáticos e passarão a condenar todas as outras doutrinas. Afinal, "Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências, baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar” (Carl Sagan)


Origem:
A necessidade de explicar fenômenos (como o ciclo do sol, da lua e dos astros) é tão antiga quanto a humanidade e isso nos levou a diversas especulações que foram negadas e aceitas com o passar do tempo. Entre essas especulações foram surgindo grandes casualidades que observadas sempre após um determinado evento iam sendo tidas como verdadeiras (como um trovão seguido do relâmpago). Muito embora alguns fossem corretamente relacionados, a maioria não seguia uma explicação lógica (pensamentos pré-lógicos, ou seja, instintivos). Nascem as superstições.
“A religião do homem primitivo encontra-se cheia de superstições, cuja origem poderá ter sido a falsa observação de relações de causa e efeito. Quer porque uma coisa venha depois da outra, quer simultaneamente quando um fato acontece, a relação é fixada como sendo efetiva.” (Enciclopédia Simpozio)
Dessas “explicações” também derivam uma outra classe de pensamento adotado pelas religiões: os mitos. Base do folclore, das tradições e cultura de um povo.
Com o passar do tempo, a necessidade de controle da sociedade cresceu bastante, e a hierarquia foi se fortalecendo até que os mais altos postos de poder foram ocupados por pessoas tidas como intermediários entre os deuses e a Terra (podemos ver isso nos faraós, nos sacerdotes dos templos gregos – que decidiam o destino da população), e influenciavam fortemente toda a cultura local, com ordens de sacrifícios, rituais, e com isso estruturavam as organizações sociais, econômicas e políticas. Nesse estado, a pregação foi aumentando exponencialmente.
“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil.” (Sêneca)

Histórico:
As principais religiões do mundo contemporâneo tiveram suas origens na Idade Antiga, baseada quase que toda vez, no folclore local. Por isso, abordaremos um rápido resumo dos principais povos:

  • 1) Povos Indo-Europeus: Os indo-europeus, que há cerca de 4 mil anos começaram a migrar e a ocupar as mais diversas regiões da Ásia (povos Indos-Arianos – Iranianos (Irã) e indos-arianos (Índia) –, Hititas, Tocarianos) e da Europa (demais povos, como: baltos-eslavos, celtas, itálicos, gregos, germânicos), podem ser considerados como originários das principais culturas posteriores. Estes, todavia, nunca formaram uma unidade sólida, uma raça, um império organizado e nem mesmo uma civilização material comum. A única coisa em comum desses grupos seria a unidade lingüística e a unidade religiosa. Unidade esta que pode ser visualizada como uma semelhança presente nas religiões posteriores. Por hora, podemos citar os exemplos: o aspecto dos mitos (lutas dos deuses contras as forças do caos), a história narrada em forma cíclica, e a crença em diversos deuses (politeísmo).
  • 2) Povos Semitas:Os semitas originários da península arábica, também se expandiram em diversos locais do mundo, levando consigo a cultura local.Embora alguns povos de origem semítica tenham adotado a crença politeísta, os principais (que são a raiz das grandes religiões monoteístas) adotaram um único deus (monoteísmo), característica que difere bastante dos indo-europeus. De origem semítica temos os seguintes povos: árabes, egípcios, hebraicos, acadianos, fenícios, aramaicos. Os hebreus, caracterizavam-se por definir a história de uma forma linear e ter o deus como ser criador de tudo, responsável pela vida. A origem semítica pode ser interpretada a partir da bíblia, no gêneses, com a linhagem dos descendentes de Sem, filho de Noé.

Depois de fazer essa pequena distinção desses dois povos, poderemos partir pra uma classificação regional e então falar resumidamente de cada religião em si.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Breves comentários sobre os princípios das relações extrapessoais e da sociedade em função de nós mesmos

Amor: segundo Nietzsche, os amantes amam mais o amor que a pessoa amada, transformando o amor em sujeito e o amado em objeto; amar é definido quase que unicamente pelo interesse de satisfazer nossas vontades próprias, como saciar a solidão, o desejo sexual e a necessidade inerente do animal, reprodução. Segundo Camões,

Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Além disso, está inserido nos valores apregoados no inconsciente coletivo através da...

... Convenção social: extremamente necessário para a manutenção das relações extrapessoais; momentos em que se abandona, aparentemente, o próprio ego e cumprem-se tarefas em função de outro ego; existe para que possamos alimentar o nosso ego social, e fazer-nos sentir bons e justos, o que estabelece um...

... Padrão: um dos exemplos de convenção social, e é predefinir o que cada indivíduo da sociedade, separadamente, deve seguir, baseado em valores e princípios morais que se foram transformando ao longo dos séculos, sempre partindo, na escala social, de cima para baixo; numa relação, padrões moderados tendem a ser criados para pacificar a interação entre os membros que os adotam; ajuda a destruir os...

... Valores individuais: prioridades psicológicas de cada indivíduo da sociedade; é impossível que sejam plenamente ignorados, mas vão cada vez mais sendo corrompidos por meios coletivistas como a globalização, agregando cada vez mais membros à massa e ironicamente delineando os desejos do nosso próprio ego, transformando tudo num gosto comum ; para uma boa convivência, ainda que a dois, é necessário que permaneçam em segundo plano, como sugere a coletividade; surgiu de nada menos que uma...

... Concessão de direitos: para o que chamavam e ainda chamam de “bem coletivo”, os homens foram gradativamente abdicando de seus poderes, liberdades e vontades para que um ser ‘superior’ em algum aspecto pudesse decidir o que lhes era melhor ou pior; surgiu ainda nas primitivas sociedades pré-históricas com o primeiro chefe militar da história, e, desde então, vem nada mais que destruindo externa e internamente cada ser, através de, simploriamente exemplificando, as guerras e o estabelecimento de valores como a moda (por conseguinte, o culto ao padrão na estética, cerceando a liberdade individual de ser como quiser); foi, ao longo do tempo, e ainda é manipulada através do...

... Medo: este ainda é um bem “privado”, embora só surja em cada homem por este ter contatos sociais; é o instrumento que aglomera e, ao mesmo tempo, controla as massas e sua inter-relação, podendo, dialeticamente, construir e, ao mesmo tempo, destruir a sociedade; para controlá-lo em sociedade, os superiores criaram a...

... Justiça: meio de estabelecer padrões para o que é sério e correto, julgando, de maneira positivista, o que é bom e o que é ruim para a sociedade, esquecendo-se de que, em verdade, são membros individuais aglomerados por valores impostos. Como podem decidir o que é melhor para cada um se, ainda que pouco, somos todos diferentes?

O individualismo pleno não existe em prática, mas foi brilhantemente descrito (voltando a Nietzsche, citado na primeira parte deste texto) na forma de Übermensch, algo equivalente a “super-homem” (de onde a DC Comics tirou a idéia para o super-homem, apenas transformando o poder psicológico em físico), um ser que vive independente de outros, de medos, de valores comuns, vive apenas em função de saciar a si próprio, sem escrúpulos de reificar a outro, caso lhe convenha, em benefício próprio. Seria a definição de anti-social perfeita.

Por que, desde sempre, precisamos nos relacionar? E por que essa necessidade gerou a sociedade? Esta será tão e mais imperfeita que o homem, vez que sempre sugará o pior de cada um. A sociedade nunca poderá ser comum, como trabalhada na “Teoria da Complementação Humana”, em que todos poderíamos ser, “liquefeitos”, um só; será eternamente composta por indivíduos que são e não são sociais em todos os seus aspectos. A reposta para a pergunta é simples: somos fracos. Somos imperfeitos cacos de vidro suspensos, ligados um ao outro por traços irrisórios de papel, que, se se romperem, farão com que caiamos e nos despedacemos. Somos um organismo que se encarrega de eliminar as células diferentes. Somos animais. Somos carne que interage com carne.

Mas a carne envelhece, morre, apodrece... E todas as células têm seu fim. Nosso organismo, por sua vez, é mentecapto e decadente. O princípio de relacionar-se é o caos. Para solucionar o caos do relacionamento a poucos, criou-se o relacionamento comum, com todos, que deveria prover condições para a sobrevivência, e nada mais faz além de germinar a semente que, em longo prazo, será o princípio da auto-destruição da raça humana.

domingo, 8 de julho de 2007

A Sociedade do Photoshop



A beleza cultuada pelos homo sapiens desde suas primeiras relações torna-se algo tão presente hoje, que em alguns, chega a casos doentios e desnecessários. A enorme quantidade de operações e a venda infinita de produtos de beleza e cosmética é a prova de como a aparência é algo bastante importante (será mesmo?) para os humanos.

As pessoas geralmente tendem a se embelezar para mostrarem-se a outras no intuito de causar alguma atração, que normalmente é o pontapé inicial de algum laço futuro. Embora não seja o mais importante, muitos se apegam completamente a aparência e usam a mentira como maneira de manter uma relação baseada em falsos valores. A mentira toma uma posição de destaque, junto à estética, dentro de uma convivência.

A vaidade e obsessão pela beleza tornam as pessoas muito ligadas a coisas fúteis e desnecessárias. Não é à toa que a procura por cirurgias plásticas – quase sempre desnecessárias e com riscos de saúde –, e produtos de beleza são tão procurado atualmente, já que a importância de uma aparência exterior para uma sociedade regida pela falsidade e dissimulação é tão grande quanto o lucro de uma multinacional de cosméticos. Sociedade essa que é baseada em modelos propostos pela mídia, que utiliza qualquer meio de edição de vídeo e imagem possível, para tornar seus comerciais mais e mais atraentes (as multinacionais são outras inimigas em potencial pra quem não tem condição alguma e se deixa encher de falsas esperanças propostas – barriga de tanquinho, ausência de gorduras etc.).

Junto à vaidade, a falsidade é algo tão presente que em casos extremos torna-se normal. O impacto geralmente causado pela verdade e a dificuldade de representá-la, a põe em segundo plano, onde o principal sentimento é hipocrisia.

Os seres humanos, em sua essência, têm atração pelo belo, entretanto, não é necessariamente apenas a aparência que dirige uma relação, mas sim a verdade. Porém, algo tão relativo sempre acaba sendo esquecido pela dificuldade de ser aceito por ambos, principalmente quando a persuasão é tão usada. Afinal, se a estética é uma questão formada a partir de pré-conceitos que não podem ser comparados, então por quê não usufruir da retórica? “Em três semanas, qualquer sinal de ruga estará tão longe quanto a sua preocupação com ela”. Claro! Tão longe quanto a inteligência está quando se opta por usá-la!

A valorização excessiva pela estética e a dissimulação tornam as pessoas frívolas , enquanto ocorre a perda de valores muito mais importantes como a inteligência e a consciência – termos importantes para notar que a beleza, embora seja importante, não é essencial.