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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lula diz que projeto Azeredo é censura na Internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em Porto Alegre, no 10 Fórum Internacional Software Livre - fisl10 - que no governo dele é proibido proibir. A frase de Lula foi uma referência ao projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que propõe vigilância na Internet. O presidente foi ovacionado pelos milhares de participantes em sua primeira visita ao fisl, que mostraram uma faixa a ele, pedindo que vete a lei Azeredo. Sem afirmar que vai vetá-la, mas sinalizando que se trata de censura na Internet, Lula disse que antes o projeto precisa passar pelo Congresso.

Texto completo e fonte: http://fisl.softwarelivre.org/10/www/06/26/lula-diz-que-projeto-azeredo-e-censura-na-internet

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mega Sena faz mais uma vítima

Maldição assombra aos cidadãos mais esperançosos do país.
Mais um apostador foi vítima da Mega-Sena. É o primeiro caso nesta semana e o décimo sétimo das últimas dezessete semanas.

Ganhador comum e sua expressão pouco inteligente.

O fenômeno, que já ganha o nome de senacídio pelos criminalistas, acontece quando um vencedor da loteria da Mega Sena, geralmente deficiente em QI, é assassinado pelo seus seguranças, serviçais, amigos, primos, tios, pais ou avós, que visam à fortuna. Iludido com o grande prêmio, a sensação de poder inesgotável assola o ganhador, que vira uma presa fácil para todos os seus próximos. E às vezes distantes também. Não raro, vítimas do senacídio foram encontradas enforcadas às próprias faixas de "Eu ganhei", "Eu sou multimilinoário" e "Eu tenho a Força".

Cama comumente utilizada pelos ganhadores.


A última das vítimas fez com que especialistas observassem uma cadeia incomum de eventos. Um dos primeiros casos de senacídio ocorreu há alguns meses, quando o irmão do recém-nomeado Cara Que Faz O Sorteio da Mega Sena. Havia vencido o prêmio acumulado e foi encontrado sem pernas no caminho de sua velha casa. Nas semanas seguintes, morreram também seu primo, seu primo segundo, seu tio e sua tia, seus dois motoristas, a filha de um deles, o genro dela e o melhor amigo do genro. A Polícia Federal investiga uma possível conexão entre os casos. O senhor responsável pelos sorteios aposentou-se depois de um ano de trabalho e foi morar no Caribe, onde está construindo um complexo de hotéis, restaurantes, shoppings, condomínios fechados e uma fábrica de iô-iôs. Ele foi localizado mas não quis dar entrevista.

Nossa equipe experimentou essa piscina de um dos hotéis e aprovou.


Até agora, o mistério permanece sem solução.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Consumidores vibram

Criança torturada com a dor do brinquedo destruído.

Consumidor sempre foi uma classe explorada. Claro, ou não seria consumidor, seria produtor. Mas, enfim, todos sabem muito bem - é uma realidade universal - da ineficiência dos SACs, "Serviços de atendimento ao consumidor", ou, nas palavras deles, "Saco atender consumidor". Contando com a indolência - às vezes nem sempre - inerente ao consumidor no pós-compra, esses serviços mostravam-se absolutamente incompetentes e propositalmente ineficientes. O cara que pensou nisso pela primeira vez certamente se divertia colocando impedimentos para o bom funcionamento do pós-compra. A coisa funciona quase como uma corrida de obstáculos cada vez mais altos para corredores acima do peso, isso excluindo a medalha no final. Tudo feito para que o consumidor desista de exigir o serviço pelo qual pagou desde o começo.

Como funciona de fato o sistema da musiquinha ao telefone. Vai dizer que você nunca pegou um atendente que ouve Black Metal?

Como eles queriam que funcionasse o sistema de atendimento ao cliente.

Assumidamente desconstruindo a tão-pregada imagem de um jornalismo imparcial, venho saudar o governo. No sítio http://www.conquistadoconsumidor.com.br/ , podemos ver a grande frase que diz: "Novas regras para o serviço de atendimento ao consumidor - transparência na hora de ser atendido, respeito na hora de ser ouvido". Acontece que o novo decreto do presidente da República e uma portaria do Ministério da Justiça declararam, em forma de divulgação: "a enrolação e o desrespeito saem de cena e entram a transparência e a competência". A decisão vale para os grandes pavores do consumidor: energia elétrica, telefonia (móvel também), seguradoras, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil (quem não viu a propaganda do cara que quer compar uma passagem pra Bauru e termina comprando pra Mossoró?), empresas de ônibus (três vivas pros estudantes), bancos e cartões de crédito (parece mentira). A validade do decreto deve ter começado no dia primeiro deste mês.
O próximo passo das empresas é despedi-los para compensar a ineficiência.

Só há que se lamentar, entretanto, um atraso no serviço público brasileiro. Uma questão como essa fazia-se mais que necessária há muito tempo, e a decisão só saiu agora. Falta ainda, para resolver esse tipo de problema, o Brasil criar o MGM: Ministério do Governo Macho. O Ministério do Governo Macho toma decisões que passam por cima dos interesses unilaterais do capital privado e, como quase nunca acontece, embora sempre devesse acontecer, atende aos interesses da população, que, como estaria estabelecido em uma de suas primeiras portarias, é "aquele que banca essa merda mesmo". Estando isso assumido, o MGM adotaria medidas de utilidade pública de fato. Lembro aos caros leitores a eficiência desse Ministério, já existente em países latinoamericanos vizinhos. Só para recordar, um deles estatizou uma empresa multinacional que explorava os recursos do seu país e outro fechou um canal de televisão que era formador de toda a opinião pública e está escrevendo uma nova constituição. Ainda bem que são problemas que nosso MGM não teria que resolver. Nos EUA, esse ministério existe como uma secretaria especial há mais de quarenta anos. Foi quem decidiu invadir Cuba, por exemplo. E o Vietnã. Mas nunca foi uma secretaria muito eficiente, visto que sempre foi liderada por militares - como o que mandou invadir o Iraque. A administração do popular presidente Obama já lançou extra-extra-oficialmente que vão convidar as barbas de Chuck Norris para o cargo e acrescentarão um M a mais no final: Secretaria do Governo Macho Mesmo.
Isso é só a barba.
Por hoje, era só isso. Espero que tenham gostado do texto. Se não, por que não ligar pro Serviço de Atendimento do Blogger e deixar sua reclamação no "Como estou escrevendo?". Abraço a todos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Novas contribuições para a aviação civil brasileira

Prometem chegar às melhores livrarias ainda neste mês os dois novos livros que prometem ser os novos best-sellers brasileiros. Além de narrativas envolventes e histórias comoventes, os livros são verdadeiros manuais para os pilotos e comandantes de todo o país. Com os títulos "Como aterrisar" e "Como ter a certeza de que não vai cair", as obras foram escritas por peritos com grande experiência nas áreas, e contam com nomes brilhantes como Ysabella e Sacerdote Voador, entre outros. Em entrevista, os autores garantiram que serão seus únicos trabalhos lançados.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sobre o Capitalismo

Capital dos Bilionários
"... Além de contribuir para melhorar a qualidade de vida da população em geral, o desenvolvimento econômico provocou uma multiplicação no número de magnatas que fizeram fortuna com trabalho honesto. Yuri Zhukv e Kirill Pisarev são jovens empresários, ambos com menos de 40 anos, que souberam tirar proveito do desempenho econômico do país nos últimos anos. Eles são sócios em uma construtora de imóveis residenciais, a PIK, empresa que abriu seu capital na bolsa de valores em 2007. Espanta pensar que há apenas duas décadas a maioria dos moscovitas morava em kommunalkas, apartamentos comunitários divididos por duas ou mais famílias. Nos mercados, filas enormes disputavam os poucos produtos disponíveis. Viva o capitalismo.
- Retirado de Veja, Edição 2072 - Ano 41 - nº 21, 6 de Agosto de 2008, Editora Abril


Criança africana, vivendo na miséria alastrada pelo seu continente. Fruto de séculos de exploração em busca de mão-de-obra escrava e recursos naturais.

Viva!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Revoluções, paradigmas, futuro


Assisti Wall-E. O filme é bom, mas me assustou profundamente. Há meses não saía tão angustiado do cinema. É claro que a historinha cativa, os personagens são muito carismáticos e tudo mais; o que pode passar despercebido ao espectador é o aviso, que chega a ser sério demais. Outro dia me espantei: tinha saído no jornal on-line que já estava operando um barman robô em Londres. Não pensávamos em nada assim 15 anos atrás, a não ser se saído de um filme de sci fi. E hoje funciona. Sempre reparo na juventude que caçoa dos mais velhos e apresenta uma postura pouco compreensiva com o nem sempre tão almejável relacionamento deles com os avanços que estão a nosso alcance; há sempre um avô que se surpreende com uma tela touchscreen, e sempre alguém que não consegue imaginar as possibilidades do wifi. Se pensarmos mais pra trás, alguém que nasceu na década de 1930 numa família humilde e num país periférico poderia mesmo chegar a imaginar as maravilhas dos computadores - e isso pensando só num âmbito doméstico. E a inteligência artificial e, supõe-se, sua capacidade de se auto-desenvolver?

Ainda em relação ao filme, dois cenários são postos em oposição: uma nave-cidade com todo o conforto que se pode oferecer e uma Terra pós-apocalíptica consumida pelas toxinas do lixo ubíquo. O filme se passa no século XXIX, mas não me parece tão distante assim. Comentando o tópico, disseram-me algo: o futuro ideal dos sedentários com a tecnologia à mão não será alcançado pela humanidade, e, se chegar a acontecer, será péssimo. Ora, os personagens animados não parecem achar ruim enquanto, aparentemente, subordinam as máquinas à [ilusão de] sua vontade. De fato, não seria ruim. Quem não assistiu ao primeiro exemplar da trilogia Matrix? Lembram da traição que delatou Neo, Morpheu e os demais? Quem o fez, fê-lo porque não suportava mais a realidade em que vivia - era fria, em seus vários sentidos, e preferia trocá-la por uma realidade muito mais interessante: era um mundo similar ao em que vivemos, que o permitia saborear um pedaço de filé e ter um bom emprego. Qual a diferença entre um mundo e outro? Quase nenhuma. Os prazeres que sentimos, de comer a comer, são todos estímuulos aos sentidos que podem ser simulados, como experimentos mostram em ratos, se tivermos acesso ao hipotálamo e demais áreas e liberar correntes. Talvez a única distinção que possamos fazer é que no mundo de Morpheu (nome que, se remetido à origem, cai muito bem no caso), ele acha que está certo, e que aquelas são, efetivamente, as coisas em si; no mundo da Matrix, ninguém liga pra isso. (Várias analogias podem ser feitas a isso no contexto em que nós vivemos).

Será que vamos chegar a esse futuro? Não sei. O homem teme o desconhecido, e o homem racional, aquilo que ele não consegue estipular, prever, supor com base na razão. Temo o futuro: não há solidez que faça levar a uma resposta nítida. O desenvolvimento é levado a cabo até as últimas conseqüências pelo formato devorador do sistema atual, e poucos (ou não há) obstáculos para o avanço da ciência. A descoberta da energia nuclear - com pretensões, inicialmente, boas -, que levou à criação de duas bombas que assolaram o Japão e deram aos dois pólos do mundo na época uma ótima ameaça que manteve a humanidade em clima de guerra por décadas, ou seja, a desvirtuação da essência do seu uso, levou os físicos do mundo inteiro a recaírem numa crise ética. Os biogenéticos estão a um passo de vivenciar a própria: o progresso dessa ciência tem levado à descobertas inimagináveis como curas, clonagens e criação de superseres (que, pensa-se, seriam utilizados para coerção violenta) e subseres (que, pensa-se, seriam utilizados como escravos). A bioética surgiu, entre 1969 e 1970, com alguns autores, tendo a finalidade de propor modelos e análises que deveriam poupar os cientistas de ter de constantemente rever questões éticas à medida que progrediam e para criar uma uniformidade de âmbito universal. Os modelos que surgem e são propostos às ciências, como, em Capra, os modelos ecoéticos, talvez nos poupassem muita coisa. Talvez até nos poupasse das duas situações expostas no filme. Apenas talvez: os modelos são, tal qual o nome sugere, criações ideiais de como deveriam ser Se, e as conclusões são tomadas a partir daí. Nem todas as variáveis são ou podem ser levadas em consideração.

Pode ser tudo uma questão de mudança de paradigma e nós estamos bem no meio. O surgimento de pensamentos como o de Capra anunciam essa possibilidade. Voltando à questão dos nossos conhecidos de mais idade, alguns se acostumam, outros negam: há quem se recuse a utilizar um computador, não reconheça sua praticidade e leque de possibilidades. Esses são os que relutam em aceitar. Numa época de mudança, isso é sempre bem claro: há os que vão sendo levados pela mudança, há os que pensam além e procuram, esquematizando, prever, e há os que defendem, com unhas, dentes e teclas, as posições que são tidas como retrógradas. Exemplo claro é o da Revolução Francesa, que comportava os sonhadores que viam naquele princípio de mudança a possibilidade de idealização de modelos perfeitos, os revolucionários, que acompanhavam, com as armas, as mudanças, e os que, ferrenhamente, defendiam os valores e paradigmas feudais. E esses permaneceram por um bom tempo - não me surpreenderia encontrar relações quase feudais de trabalho ainda hoje. Nós somos a geração que acompanha o progresso, que interage com as máquinas maestralmente e que não entende os que não o fazem. A mudança de paradigma por que passa a ciência, a fuga do sistema newtoniano-cartesiano, representa, talvez, um avanço. Vai depender do que está por vir.

Mas e nós? Onde ficamos? No meio de tudo, com a ilusão de comandar máquina e vida, constância e mudança, exatamente no olho do furacão? Não consigo acreditar nisso. Só o que consigo ver no futuro é escuridão da incerteza e da iminente possibilidade da frutificação da semente de auto-destruição que a humanidade carrega em seu ventre. E será assim? Bem, daqui a alguns anos você pergunta de novo - (até lá, como alternativa possivelmente menos ruim, o leitor pode sonhar com o futuro preguiçoso no espaço exibido em Wall-E).

terça-feira, 11 de março de 2008

Cultura Inútil - VEJA

Folheando uma dessas porcarias sensacionalistas que chamam de Revista, passo por uma parte que chama atenção: "Quase cultura...". Ao menos uma matéria suportável de ler enquanto você definha em tédio numa sala de espera - principalmente quando você está esperando sua vez de coletar sangue, depois de 12h30min de jejum.
Segue as "piadas" - algumas realmente sem graça:

I
Há pessoas que derrubam árvores porque elas lhe tapam o sol com uma peneira.

II
Galo era um povo gaulês que acabou no galinheiro.

III
Reflexão é o que se faz diante do espelho.

IV
Caloria é o alimento que comemos no verão.

V
Quem mais sofre da aorta são os jardineiros.

VI
O petróleo é o resultado de milhões de pedras putrefatas.

VII
É nos genes que se encontram todas as nossas heresias.

VIII
Monoglota é uma figura geométrica de um lado só.

IX
A dívida pública é uma dívida epidêmica.

X
O maior obelisco grego conhecido é o do apogeu.

XI
Orador é o padre que reza o padre-nosso.

XII
A democracia é formada por um presidente, um vice, e outros menos votados.

XIII
Os menires são grandes monumentos de pedra criados por Adão e Eva.

XIV
O cristianismo não aceita como caridade levar alguém pra cama.

XV
No paleolítico ninguém acreditava no neolítico.

XVI
As pinturas rupestres são precursoras dos ciprestes.

XVII
Os ateus têm um Deus em que nem eles acreditam.

XVIII
O boato é uma transpiração boca a boca.

Veja - Editora Abril - edição 1.991 - ano 40 - nº 2 - 17 de janeiro de 2007 - pág.30.

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Bom... Algumas como a democracia (XII) e o da cristianismo (XIV) fazem jus às folheadas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sobre Davi de Golias

A parábola bíblica fala sobre um pequenino que enfrenta um gigante - e vence. Raro caso em que isso se sucede. A humanidade, entretanto, tem bons exemplos. Um deles, bem próximo. A criança, entretanto, um verdadeiro titã. Mas até a mais poderosa das criaturas mitológicas sucumbe perante o tempo.

Fidel Castro Ruz renunciou à liderança cubana após 49 anos. A manchete diz: "ditador renuncia em Cuba". Não, não se trata disso. Fidel Castro foi muito mais que um ditador, se é que podemos acusar alguém de ditador nos dias de hoje. Fidel foi, ou é, o espírito de Cuba, a representação do cubano.

Em 1959, Fidel assume o poder de uma nação quebrada. Cuba não possuía moral, dinheiro ou mesmo alimentos. Só carros, casas e hotéis luxosos americanos, trazidos vez ou outra, durante as férias de algum americano rico. Assim como prostitutas. 20.000 - só em Havana. Essa não é Cuba hoje. Cuba era dos cubanos. Restava a Fidel reconquistar aquilo que estava além da terra.

Em 1961, com a vitória esmagadora contra a invasão supostamente comandanda por J. F. Kennedy, o então presidente norte-americano, Fidel reconquistou honra e moral cubanos, honra de um povo que não tivera forças, até então, para reerguer-se e se impor. Fidel foi esta força. "Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme!", disse. No ano seguinte, a ameaça da guerra nuclear, o apoio dado pela URSS à pequena ilha, a base nuclear a 150 km da costa americana, a ameaça de Kennedy... Cuba sobreviveu. Sobreviveu - e vive bem até hoje -, inclusive, ao embargo continental que os EUA impuseram à então pequena e frágil economia.

Nos anos seguinte do governo, Fidel tratou de resolver as questões sociais. Não contava com o apoio do país que lhe usara durante tantos anos, nem com os colegas latino-americanos - todos vítimas de governos miltares, e, até certo ponto, nem mais com a URSS. Já hoje, Cuba ocupa posições surpreendentes nos ranking mundiais. É dos melhores países do mundo em farmacologia, música, esportes... Basta ouvir Buena Vista Social Club ou assistir às Olimpíadas - e comparar com o espaço geográfico. Sem falar na medicina preventiva - é a melhor do mundo! Basta dizer que Fidel agüentou 49 anos no poder, 10 presidentes americanos e 649 atentados - só os atribuídos à CIA, e ainda consegue abrir os olhos!

"Ler é uma armadura contra todo tipo de manipulação". Calcado na própria frase, Fidel investiu na educação do país. O quase total índice de analfabetismo cubano antes da revolução caiu para um número quase nulo. Todos têm direito, sem discriminação, de cursar ensino básico, médio e superior - é um país com excelente índice de graduados, além de estudar música e/ou praticar esportes.

Diz-se que Fidel é um ditador, um sangüinário. E quantos não foram mortos no Iraque ou no Vietnã? E os brasileiros não são tão diferentes se pensarmos na interferência no Haiti... Fidel fez o que foi preciso. E ditador, não é. Foi primeiro-ministro por 18 anos - o poder estava concentrado. Depois disso, passou a dividi-lo com o partido comunista e com organizações populares. "Qual governo se atreveria a deixar que a população mantivesse armas em suas casas e em locais prontos para serem usadas, especialmente em caso de invasão dos Estados Unidos, se o povo não estivesse representado?", disse o integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stédile.

O cubano vive com o que lhe é necessário: hipoteticamente, um sabonete por semana, um par de sapatos por ano, três refeições por dia. Pode parecer pouco, mas não há cubano a quem lhe falte qualquer item básico à sobrevivênvia. Que cidadão que vive nestas condições, entretanto, não gostaria de ir para um mundo onde ele pudesse ter mansões luxosas, dois carros, jantar banquetes e usar relógios Rolex de diamante? É assim que um cubano pode se sentir em relação à maciça propaganda de todo o mundo que entra na ilha. E é avisado: "não despreze o seio que lhe alimenta, filho ingrato". Se insiste e sai, o sonhador encontra outra a realidade: a da fome e a miséria, a realidade que a propaganda capitalista não mostra. Tenta voltar, mas geralmente não é acolhido. É, agora, uma célula mutante. Se retornar ao sistema, pode gerar um câncer. A susceptibilidade humana àquilo que lhe parece melhor e mais fácil é enorme.

Outro dos clichês anti-castrismo diz: "ele tirou a liberdade". Pobre daquele que assim pensa. Critica um sistema sem reconhecer as falhas do próprio em que vive. Não percebe, assim, que o sistema capitalista possui mãos muito mais sagazes: enquanto o socialismo-real-castrista admite diminuições nas liberdades sociais, o capitalismo contemporâneo não só, com o perdão do trocadilho, castra algumas liberdades sociais como, e principalmente, cassa a liberdade indivual do ser. Não seja, tenha.

Repito, porém, que Fidel renunciou. Graças a isso - e esta é a parte ruim, a grande conquista - a revolução - está sob ameaça. Os EUA, mais uma vez, mostraram as garras. George W. Bush disse esperar que o anúncio da renúncia de Fidel Castro signifique o início de uma "transição democrática" em Cuba."Esse deve ser um período de transição, o começo de uma transição democrática para o povo de Cuba", afirmou Bush. Ele afirmou ainda que "os Estados Unidos vão ajudar o povo de Cuba a conseguir sua liberdade".

Desta vez, até a UE manisfestou-se. "Reiteramos nosso desejo de nos comprometermos com Cuba sobre um diálogo construtivo", disse um porta-voz do Comissário de Desenvolvimento da UE, Louis Michel. O que ele fez não foi em vão; os cubanos viveram uma realidade que parecia impossível, ainda mais depois de alguns erros vistos no governo stalinista.

Fidel anunciou, em sua carta de renúncia, que escreverá para o povo cubano, será, então, um soldado das idéias. A época dele de Davi passou. Cuba está órfã, e é o próprio Davi agora - que, infelizmente, terá que lutar contra um Golias extremamente maior e mais organizado, enquanto Fidel é só um espectro que assiste à cena com um olhar clínico, mas cansado e impotente. "Esta humanidade tem ânsias de justiça", disse. E que se faça justiça aos cubanos: deixem-nos serem como quiserem, embora a seguinte frase, também dele, caiba à situação: "quem tentar se apoderar de Cuba recolherá o pó de sua terra encharcado de sangue, se não perecer na contenda."

Raúl Castro, irmão de Fidel, concorrerá às eleições. O resultado é incerto; Fidel não permitia a influência norte-americana ou européia no resultado, mas não se sabe se isso será possível dessa vez. Todavia, Cuba hoje tem aliados na América do Sul. O futuro de Cuba é mais que nebuloso.

Fidel Castro é hoje o próprio Quincas Berro D'Água. O afastamento da linha de frente foi sua primeira morte. Agora só se sabe que a última será a morte física. Morre - ou não, fica mais imortal que nunca - a única lenda viva do século XX. E que seja absolvido pela história!

Para o interessado, leia a carta de renúncia.

PS: para quem achou o texto longo, recomendo assistir a algum discurso de quatro horas.

Carta de renúncia de Fidel Castro

Queridos compatriotas:

Lhes prometi na última sexta-feira, 15 de fevereiro, que na próxima reflexão abordaria um tema de interesse para muitos compatriotas. A mesma adquire desta vez forma de mensagem.

Chegou o momento de postular e eleger o Conselho de Estado, seu presidente, vice-presidentes e secretário.

Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976, foi aprovada a Constituição Socialista pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a votar. A primeira Assembléia Nacional foi constituída em 2 de dezembro desse ano e elegeu o Conselho de Estado e sua presidência. Antes, eu havia exercido o cargo de primeiro-ministro durante quase 18 anos. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da imensa maioria do povo.

Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que a renúncia provisória ao cargo de presidente do Conselho de Estado em 31 de julho de 2006, que deixei nas mãos do primeiro vice-presidente, Raúl Castro Ruz, era definitiva. O próprio Raúl, que adicionalmente ocupa o cargo de ministro das Forças Armadas por méritos pessoais, e os demais companheiros da direção do Partido e do Estado, foram relutantes ao considerar-me afastado de meus cargos apesar de meu estado precário de saúde.

Era incômoda minha posição frente a um adversário que fez todo o imaginável para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.

Mais adiante pude alcançar de novo o domínio total de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Me acompanhavam as forças físicas suficientes para escrever durante longas horas, as quais compartilhava com a reabilitação e os programas pertinentes de recuperação. Um sentido elementar comum me indicava que essa atividade estava a meu alcance. Por outro lado me preocupou sempre, ao falar de minha saúde, evitar ilusões no caso de um desenlace adverso, trariam notícias traumáticas a nosso povo no meio da batalha. Prepará-lo para minha ausência, psicológica e politicamente, era minha primeira obrigação depois de tantos anos de luta. Nunca deixei de sinalizar de que se tratava de uma recuperação "não livre de riscos".

Meu desejo sempre foi cumprir o dever até o último alento. É o que posso oferecer.

A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de ser eleito em dias recentes como membro do Parlamento, em cujo âmago se devem adotar acordos importantes para o destino de nossa Revolução, lhes comunico que não aspirarei nem aceitarei --repito-- não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.

Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, que foram divulgadas por um pedido meu, se incluíam discretamente elementos desta mensagem que hoje escrevo, e nem sequer o destinatário das missivas conhecia meu propósito. Tinha confiança em Randy porque o conheci bem quando era estudante universitário de jornalismo, e me reunia quase todas as semanas com os representantes principais dos estudantes universitários, no que já era conhecido como o interior do país, na biblioteca da ampla casa de Kohly, onde se abrigavam. Hoje, todo o país é uma imensa Universidade.

Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:

'Minha mais profunda convicção é de que as respostas aos problemas atuais da sociedade cubana --que possui uma média educacional próxima a 12 graus, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos sem discriminação alguma-- requerem mais variantes de resposta para cada problema concreto que as presentes em um tabuleiro de xadrez. Nem um só detalhe se pode ignorar, e não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.

'Meu dever elementar não é aferrar-me a cargos, nem muito menos obstruir o passo a pessoas mais jovens, senão aportar experiências e idéias cujo modesto valor provem da época excepcional em que vivo.

'Penso como Niemeyer que se deve ser conseqüente até o final.'

Carta de 8 de janeiro de 2008:

"...Sou decidido partidário do voto unido (um princípio que preserva o mérito ignorado). Foi o que nos permitiu evitar as tendências a copiar o que vinha dos países do antigo campo socialista, entre elas o retrato de um candidato único, tão solitário como solidário a Cuba. Respeito muito aquela primeira tentativa de construir o socialismo, graças à qual pudemos continuar o caminho escolhido."

"Tinha muito presente que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho", reiterava naquela carta.

Trairia portanto minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que não estou em condições físicas de oferecer. Eu o explico sem dramatismo.

Felizmente nosso processo conta com quadros da velha guarda, junto a outros que eram muito jovens quando se iniciou a primeira etapa da Revolução. Alguns quase crianças se incorporaram aos combatentes das montanhas e depois, com seu heroísmo e suas missões internacionalistas, encheram de glória ao país. Contam com a autoridade e a experiência para garantir a substituição. Dispõe igualmente nosso processo da geração intermediária que aprendeu junto a nós os elementos da complexa e quase inacessível arte de organizar e dirigir uma revolução.

O caminho sempre será difícil e requererá o esforço inteligente de todos. Desconfio das sendas aparentemente fáceis da apologética, ou da auto-flagelação antítese. Preparar-se sempre para a pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito como firmes na adversidade é um princípio que não se pode esquecer. O adversário a derrotar é notavelmente forte, mas o temos mantido a distância durante meio século.

Não me despeço de vocês. Desejo somente combater como um soldado das idéias. Seguirei escrevendo sob o título "Reflexões do companheiro Fidel". Será mais uma arma do arsenal com a qual se poderá contar. Talvez minha voz se escute. Serei cuidadoso.

Obrigado.

Fidel Castro Ruz,

18 de fevereiro de 2008,

17h30

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Capitalismo

- Dotô, quero ir no banheiro.
- Espere. Não estou com vontade ainda.


domingo, 27 de janeiro de 2008

Avanço do "intelecto"? - parte II

Como dito anteriormente que o "povão" não tem um nível "intelectual" necessário para aderir à filosofia, à ciência e à razão, tem-se motivos realmente pertinentes.

Quando se determinam níveis de inteligência, é bem certo que esses serão comparados entre si. A epistemologia, mais necessariamente a origem dos conhecimentos, trata diversas fontes como raízes do conhecimento; portanto, sabedoria adquirida pelo povo, ou conhecimento popular - senso comum -, também faz parte dessa árvore. Entretanto, quando se compara a ciência com crenças populares deve-se ter em mente a maneira de cada um trabalhar uma tese. As características do senso comum são incoerências, superficialidades, conhecimentos geralmente baseados em fé, enquanto a ciência possui métodos de pesquisa, regras, normas e propõe-se a responder indagações ainda não "explicadas".

O conhecimento popular: valores incontestáveis

São diferenças fundamentais que mostram: para o povo, que tem morais e éticas distorcidas pelo senso comum, é muito mais fácil aceitar um dogmatismo cristão (muito mais confortável, como um paraíso metafísico) que uma prova científica (nem sempre agradável, de vida biológica, finita).

Ainda, temos de admitir que a massa, principalmente de países em transição/de terceiro mundo - como os já citados, Brasil, Índia e China -, geralmente composta por trabalhadores sem tanta qualificação, de uma forma ou de outra terá um nível bem abaixo da classe "média-baixa" dos demais países - ditos de primeiro mundo. Embora essa afirmativa não tenha partido de um estudo empírico, há de se esperar que, racionalmente falando, manter uma população (des)informada em determinados aspectos, da maneira que um governo deseja, é algo estratégico, já que a população é a base de uma nação. Sem necessariamente dizer que a causa do senso comum seja esta, uma nação tende a seguir modelos (mesmo os mais rudimentares de suas primeiras tribos) e sofre influências - do governo, por exemplo -, onde vai-se modelando o conhecimento. Portanto, uma nação influenciada por idéias e ideais "de risco" pode se manisfestar a favor ou contra o governo - a última não é muito agradável para um governante que deseja manter seu mandato ou autoridade, por isso, "tange-se" a população constantemente.
Onde está a liberdade do povo?

Eugène Delacroix - A Liberdade Guiando o Povo, 1830

Estratégias políticas existem e sempre existiram. Uma das mais eficazes sempre foi a manipulação. Todo e qualquer líder deve saber conduzir suas ovelhas. Líderes políticos devem mais precisamente que quaisquer outros, principalmente em repúblicas democráticas; pois nestas, o povo escolhe seu(s) representante(s). Nisso, entra a (des)informação tão exposta atualmente. Para um líder político, manter sua nação austera e desenvolvida é tão significativo quanto para uma tribo, guerrear e dominar uma área. Sun Tzu, na obra bélica mais utilizada de todos os tempos, A Arte da Guerra, torna-se universal quando diz: "O general que compreende a guerra é o ministro do destino do povo e o árbitro do futuro da nação". A guerra transcende seu sentido de combate, armas e lutas, e assume a relação do governante para o povo, no aspecto de manter o conhecimento para o/do povo e administrar o destino de seu governo.

Sun Tzu

Analogamente, podemos interpretar a presença das religiões da mesma forma, no intuito de manter seus fiéis. Aqui, podemos atribuir à classe da epistemologia, o dogmatismo, pois a todo momento a religião confirma os conhecimentos - (re)formulando e (re)afirmando seus interesses - em nome de uma divindade. A Igreja Católica, por exemplo, que na Idade Média determinava a direção do mundo, criou as cruzadas para salvar a terra santa, mero pretexto para aumentar seu poderio político-econômico - aqui ainda mais deplorável, pois seu domínio era sobre a nobreza. Hoje, luta contra Deus e o mundo para manter-se ainda acima dos homens; e consegue manter influência sobre boa parte dos humanos. No Fundamentalismo islâmismo, os xiistas, quando gritam "Jihad", conseguem promover o caos e o "terrorismo" - principalmente às sociedades ocidentais, comparado às invasões bárbaras na queda do Império Romano. E todos os demais conflitos que demonstram a capacidade de manipulação perante à população, mas tudo, evidentemente, por interesses intrínsecos.

Saindo das guerras e entrando na área administrativa, podemos ver o quão retóricos são os pastores das Igrejas do reino de deus, e como, a todo tempo, mantém seus seguidores, usando os medos metafísicos da "inocente" população para vendá-la e colocar cabrestos.

Será?

Entratanto, existem correntes a favor de melhorar o mundo e não apenas satisfazer o capitalismo interno das instituições. São meios, muitas vezes hipócritas ou/e utópicos, que tentam fazer do mundo um lugar melhor, mas não passam de tentativas frustradas de humanos ainda mais alienados. A ONU, pregadora da paz mundial, pouco ou nada faz para evitar diversos conflitos iniciados por frescura política, que só geram destruição - valendo a pena ressaltar que durante muito tempo essas guerrilhas foram/são defendidas pelos civis, mesmo em países "desenvolvidos". Temos o exemplo dos EUA na invasão do Iraque e nos conflitos de interesses petrolíferos no oriente médio, sobre desculpa de estarem sendo atacados por terroristas; medos "americanos" travestidos de véus muçulmanos.

Além disso, temos lavagens cerebrais feitas diariamente, agilizadas pelos meios de comunicação que transmitem as informações (muitas vezes tendenciosas) de maneira sempre a favor dos maiores. Temos na mídia, toda base de informações e notícias, e para melhorar isso, existem programas apoiados pelo governo, para incentivar a inclusão digital, entre eles, permitir o acesso à internet pela população mais necessitada: uma faca de dois gumes, afinal, o poderio da internet, ao ponto que ensina, também pode ser usado para maus caminhos. Outros veículos de comunicação são o rádio e a televisão, onde os donos - sócios entre si e/ou aliados (ou não) do governo - modelam a programação a partir de interesses dos mesmos. Nisso, surgem as origens que influenciaram/influenciam boa parte, senão toda, da formação do conhecimento, da moral, da religião, da ética e da consciência da população especificada.

Além disso, é razoável saber que as oportunidades não são pra todos, e que grande parte da população citada não tem acesso a bom ensino, estudos mais aprofundados, nem tão pouco uma breve guia sobre racionalismo ou qualquer outra área que explique melhor e mostre os fundamentos dos "dogmas" aceitos - aquelas lavagens cerebrais feitas nos domingos, nas segundas, terças... -, podendo-se concluir: determinados assuntos serão completamente ignorados ou aceitos da maneira mais conveniente para a minoria - o topo da pirâmide social.


Pirâmide Social do Capitalismo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

País ganha 60 mil novos milionários em apenas um ano

"Em um ano, o Brasil elevou seu número de milionários em 60 mil, passando de 130 mil em 2006 para 190 mil no ano passado, de acordo com dados do BCG (The Boston Conulting Group).
A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a cerca de metade do PIB brasileiro.
São classificados como milionários aqueles com mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro."

Capa da Folha de São Paulo, domingo, 13 de Janeiro de 2008.

Impressionante. 60 mil pessoas tornaram-se milionárias num período de 12 meses. Mas o país não cresceu tanto assim. Só tem uma explicação lógica: são pessoas de sorte que ganharam, cada uma, prêmio máximo em loterias em países como Zimbabwe e Botsuana e compraram uma açãozinha ou outra do fermentadíssimo bolo que é a Bovespa.

PS: alguém sabia que, em relação a Zimbabwe, "dados governamentais de junho de 2007 já apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 15000%"?
(ver wikipedia)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Os 100 maiores gênios vivos


"O primeiro colocado na lista dos top 100 da empresa Synectics ficou o químico suíço Albert Hofmann, inventor do LSD, empatado com o britânico Timothy John Berners-Lee, criador do domínio WWW (World Wide Web).

Entre outros, a lista tem ainda o líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, e Bill Gates, criador da Microsfot, ambos na 43ª colocação. Aparecem ainda os cineastas Steven Spielberg (25º) e Quentin Tarantino (100º), o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov (20º), o cantor Stevie Wonder (49º), e a criadora de Harry Potter, J.K. Rowling (83º).

Niemeyer, que fará 100 anos dia 15 de dezembro próximo, criou Brasília, o Memorial da América Latina (São Paulo), o MAC (Niterói) e o conjunto da Pampulha (Belo Horizonte), entre outras obras."
(...)

"Segundo explicação da Synectics, a definição de gênio é uma combinação de vários fatores.

Nas palavras da empresa que criou o ranking:

"É muito difícil achar uma definição para o conceito. A maioria das pessoas seria capaz de nomear algumas pessoas que julgam qualificadas para ser gênios. Mas elas talvez achem mais difícil chegar a um acordo entre elas quando comparando listas. Não é fácil quantificar genialidade. Da Vinci é um gênio? Será por causa de seu talento fenomenal? Ou será que isso tem a ver com conquistas ao longo da vida? Será que é pelo reconhecimento acumulado ao longo dos anos que se mede isso? Ou pelo impacto que isso teve no mundo. Ou algo que tenha a ver com os grandes avanços que Ele trouxe para o mundo. Avanços que fizeram do mundo inteiro um lugar diferente. A Synectics acredita que o gênio é uma combinação de todos os fatores listados acima"

Confira a lista abaixo:

Posição Nome País Atuação Pontos
1°) Albert Hoffman Suíça Químico 27
Tim Berners-Lee Grã-Bretanha Cientista da computação 27
3°) George Soros EUA Investidor e filantropia 25
4°) Matt Groening EUA Comediante 24
5°) Nelson Mandela África do Sul Político e diplomata 23
Frederick Sanger Grã-Bretanha Químico 23
7°) Dario Fo Itália Escritor 22
Steven Hawking Grã-Bretanha Físico 22
9°) OSCAR NIEMEYER BRASIL ARQUITETO 21
Philip Glass EUA Músico 21
Grigory Perelman Rússia Matemático 21
12°) Andrew Wiles Grã-Bretanha Matemático 20
Li Hongzhi China Líder espiritual 20
Ali Javan Irã Engenheiro 20
15°) Brian Eno Grã-Bretanha Músico 19
Damian Hirst Grã-Bretanha Artista 19
Daniel Tammet Grã-Bretanha Lingüista 19
18°) Nicholson Baker EUA Escritor 18
19°) Daniel Barenboim Não informado Músico 17
20°) Robert Crumb EUA Artista 16
Richard Dawkins Grã-Bretanha Biólogo e filósofo 16
Larry Page e Sergey Brin EUA Editor 16
Rupert Murdoch EUA Editor 16
Geoffrey Hill Grã-Bretanha Poeta 16
25°) Garry Kasparov Rússia Enxadrista 15
26°) Dalai Lama Tibete Líder espiritual 14
Steven Spielberg EUA Cineasta 14
Hiroshi Ishiguro Japão Cientista de robótica 14
Robert Edwards Grã-Bretanha Pioneiro no 'bebê de proveta' 14
Seamus Heanley Irlanda Poeta 14
31°) Harold Pinter Grã-Bretanha Escritor e dramaturgo 13
32°) Flossie Wong-Staal China Biotecnologista 12
33°) Bobby Fischer EUA Enxadrista 12
Prince EUA Músico 12
Henrik Gorecki Polonês Compositor 12
Avram Noam Chomski EUA Filósofo e lingüista 12
Sebastian Thrun Alemanha Cientista de robótica 12
Nima Arkani Hamed Canadá Físico 12
Margaret Turnbull EUA Astrobiólogo 12
40°) Elaine Pagels EUA Historiadora 11
Enrique Ostrea Filipinas Pediatra e neonatologista 11
Gary Becker EUA Economista 11
43°) Mohammed Ali EUA Boxeador 10
Osama Bin Laden Arábia Saudita Líder islâmico 10
Bill Gates EUA Empresário 9
Philip Roth EUA Escritor 9
James West EUA Inventor 9
Tuan Vo-Dinh Vietnã Biomédico 9
49°) Brian Wilson EUA Músico 9
Stevie Wonder EUA Músico 9
Vint Cerf EUA Cientista da computação 9
Henry Kissinger EUA Diplomata 9
Richard Branson Grã-Bretanha Publicitário 9
Pardis Sabeti Irã Biólogo 9
Jon de Mol Holandês Produtor de TV 9
Meryl Streep EUA Atriz 9
Margaret Attwood Canadá Escritor 9
58°) Placido Domingo Espanha Tenor 8
John Lasseter EUA Animador digital 8
Shunpei Yamazaki Japão Cientista da computação 8
Jane Goodall Grã-Bretanha Antropóloga 8
Kirti Narayan Chauduri Índia Historiadora 8
John Goto Grã-Bretanha Fotógrafo 8
Paul McCartney Grã-Bretanha Músico 8
Stephen King EUA Escritor 8
Leonard Cohen EUA Poeta e músico 8
67°) Aretha Franklin EUA Cantora 7
David Bowie Grã-Bretanha Músico 7
Emily Oster EUA Economista 7
Steve Wozniak EUA Co-fundador da Apple 7
Martin Cooper EUA Inventor do celular 7
72°) George Lucas EUA Cineasta 6
Niles Rogers EUA Músico 6
Hans Zimmer Alemanha Compositor 6
John Williams EUA Compositor 6
Annete Baier Nova Zelândia Filósofa 6
Dorothy Rowe Grã-Bretanha Psicóloga 6
Ivan Marchuk Ucrânia Artista e escultor 6
Robin Escovado EUA Compositor 6
Mark Dean EUA Inventor 6
Rick Rubin EUA Músico e produtor 6
Stan Lee EUA Editor 6
83°) David Warren EUA Engenheiro 5
Jon Fosse Noruega Escritor e dramaturgo 5
Gjertrud Schnackenberg EUA Poeta 5
Graham Linehan Irlanda Escritor e dramaturgo 5
J. K. Rowling Grã-Bretanha Escritora 5
Ken Russell Grã-Bretanha Cineasta 5
Mikhail T. Kalashnikov Rússia Designer de armas 5
Erich Jarvis EUA Neurobiólogo 5
91°) Chad Varah Grã-Bretanha Fundador dos Samaritanos 4
Nicolas Hayek Suiça Empresário 4
Alastair Hannay EUA Filósofo 4
94°) Patricia Bath EUA Oftalmologista 3
Thomas A. Jackson EUA Engenheiro aeroespacial 3
Dolly Parton EUA Cantora 3
Morissey Grã-Bretanha Músico 3
Michael Eavis Grã-Bretanha Organizador 3
Ranulph Fiennes Grã-Bretanha Aventureiro 3
100°) Quentin Tarantino EUA Cineasta 2 "

(...)

"O que faz um gênio ser o que é? Todo mundo, até quem não é cientista sabe que Stephen Hawking é um gênio. Mas o que é que Stephen Hawking tem para ser um gênio? Será que seu gênio pode ser comparado ao de outros? Será que ele é mais ou menos genial do que Zinedine Zidane, por exemplo? Será que Zinedine Zidane é gênio mesmo? Quem mais é um gênio? Essas são as questões examinadas neste breve artigo. Quanto mais eu pensei sobre a genialidade, mais me convenci de que ela está envolvida num grande segredo. E isso com certeza nos fascina. E, para muitos, “gênio” é a maior distinção que pode ser atribuída a uma pessoa."

Fonte e texto completo em: http://www.maratimba.com/noticias/news.php?codnot=213725

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Eu voltarei!

No muro do cemitério ao lado do portão, com letras negras e desordenadas, estava escrito EU VOLTAREI!

Pergunto agora: será esta uma época propícia para os mortos voltarem? A cidade tão tumultuada, tanta poluição, tantas greves e os assaltos e seqüestros se multiplicando, nas penitenciárias há comandos do crime. Vulgaridade e violência num galope livre nas zonas da burguesia e da periferia onde os rios morrem e as árvores agonizam. EU VOLTAREI! aquele lá avisou, e agora me ocorre que ainda existem ameaças de guerrilhas, mas não foi suficiente tanta matança na guerra maior? Pelo visto não, porque os anos de guerra superaram e muito os tempos da pomba branca com o ramo verde no bico. Os jovens estão fugindo para outros países, sim, aqui tem aquele céu estrelado, a paisagem e o mar mas é lá longe que eles esperam realizar seus sonhos.

Um momento, eu falei no mar? Pois o mar em transe subiu e avançou enfurecido, Estou recuperando o que era meu! Vejo a natureza perdendo a paciência com o reinado do ser humano, o que fez Dom Policarpo, um santo da antiguidade, cair de joelhos lá em Smyrna e exclamar, Meu deus, em que século me fizeste nascer!

E a máquina de consumismo a todo vapor, difícil escapar da engrenagem infernal dos shoppings e das galerias, comprar, comprar, comprar... Nos intervalos, comer para voltar a comprar porque tudo é ali mesmo por perto, não perder o ritmo. Tempo é dinheiro! repete o funcionário de um banco que batizou o filho com o nome de Dólar, mas quando o Dólar está em baixa fica o apelido, Dodô.

A moda é não resistir às três palavras soberanas, Denúncia, Evento e Imperdível. A fúria das denúncias políticas cresceu tanto que elas já quase perderam a importância, o povo acabou ficando assim anestesiado, lê, escuta e esquece porque depois não acontece mesmo nada, denunciantes e denunciados afundam no buraco negro da memória nacional.

Evento é outra palavra flutuando na ventania, tudo é evento, a festa e o espetáculo, o batizado e a morte, até a morte? A morte sim, não esquecer a jovem conversando com a amiga no elevador, Hoje não vou ao cinema porque surgiu um evento, morreu meu tio e o enterro é agora.

Imperdível, eis aí outra palavra que reina na máquina publicitária, é imperdível aquele carro, qual? O carro que vem com um terapeuta embutido, o motorista entra, fecha a porta e ouve a voz que vem do painel aceso, O problema é de origem real ou existencial? Se for real, de natureza física, aperte no painel o botão vermelho.

EU VOLTAREI! ele escreveu no muro do cemitério. Pergunto agora se por acaso esse desertor é negro. Se for negro quero lembrar que ainda vigora o preconceito, disfarçado mas atuante, onde o emprego? Onde a escola? E não adianta tingir o cabelo de louro porque o preconceituoso tem olho vivo, Todo brasileiro é mestiço senão no sangue nas idéias, escreveu Silvio Romero há cem anos.

O desertor mulher também não irá encontrar um clima ideal porque os homens perderam o respeito pelo sexo considerado inferior apesar das conquistas, algumas reais e outras ilusórias. Casadas, amasiadas e solteiras andam levando bordoada por dá cá aquela palha. Repletas as delegacias da mulher com olho roxo e nariz quebrado. Tirante aquelas que não dão queixa, segundo o noticiário uma mulher no Brasil é espancada a cada quinze segundos.

Esperar pelo Natal que seria uma época ideal para essa volta anunciada? Mas o Natal já vem se misturando ao Carnaval, os viciados consumistas não podem pensar em meditação ou recolhimento com todas as lojas fazendo ofertas extraordinárias.

Um chefe de família da classe média que escapou de um recente assalto chega em casa e respira tão aliviado, a penumbra da sala com o gato cochilando na almofada com seu mistério e o cachorro sorridente e sem mistério pedindo um afago. Então o homem afunda na poltrona e sonha com uma música singela do tipo das toadas sertanejas, que não exigem maior atenção, ou quem sabe a leitura de um livro não solicitante, daqueles que a gente lê pulando as páginas sem remorso. Fecha os olhos, a trégua. Então entra a mulher aos gritos, A festa já começou e você desse jeito, já fez a barba? E vem o filho adolescente, liga a televisão no volume máximo e lembra, E o dinheiro, pai? Hoje tem balada!

EU VOLTAREI! o futuro desertor avisou no muro. Preciso ainda lembrar que um conceituado vereador já entrou com um importante projeto de lei, acabar com os cemitérios! Com tempos assim tão difíceis e esse desperdício de terra, tudo anti-higiênico e antiquado, lamenta o político interessado numa transação imobiliária. Chega de sentimentalismo! ele queixou-se a uma jornalista. Meu plano é construir nessas terras esvaziadas um espaço cultural ou estacionamento, qual a sua opinião? O jornalista sacudiu a cabeça e pensou com seus botões, Nesse andar, antes que venha a ordem de despejo é aconselhável que os falecidos comecem a sair desde já levando o próprio caixão na cabeça.

Refletindo melhor creio que vivos e mortos não devem se preocupar, afinal, são tão numerosas as pilhas de processos urgentes aguardando solução, montanhas de processos, montanhas! E esse projeto de lei é tão polêmico, certamente alguém recorrerá ao Poder Judiciário, mais tempo paralisando a papelada, e daí? Então é esperar que a montanha vá baixando, baixando e quem sabe daqui a mil anos?...

EU VOLTAREI! ameaçou o desertor mas quem passar hoje por aquele muro já não lerá mais nada.

Lygia Fagundes Telles, no livro Conspiração de Nuvens.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Prefeito de Primeira

"Uma pesquisa Instituto Brasmarket realizada em todas as capitais brasileiras elegeu o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) como o melhor do Nordeste." (...)

"Ricardo Coutinho dividiu os prêmios com todos os pessoenses. “Primeiro, porque a população de João Pessoa tem compreendido o esforço da atual administração em mudar comportamentos e imprimir seriedade no trato com os recursos públicos, fazendo com que esses recursos contemplem as necessidades essenciais da nossa cidade. Não podemos esquecer de compartilhar este momento com toda a nossa equipe de secretários, diretores e funcionários do governo municipal onde não existe exceção no que diz respeito à seriedade na busca dos melhores procedimentos para que o objetivo final de servir ao povo e à Capital seja alcançado", destacou Ricardo Coutinho."
(...)
"Na pesquisa, foram avaliados itens como: competência dos governantes; qualidade dos serviços públicos em cada capital; equipe do prefeito; qualidade de vida e os serviços públicos essenciais; honestidade pessoal e empenho no combate à corrupção; sensibilidade social e empenho no combate à pobreza e às desigualdades sociais; competência e capacidade pessoais; empenho em promover o progresso, o desenvolvimento e combater o desemprego; energia e capacidade pessoal de comandar.
"

(Texto completo: http://www.snn.com.br/noticia/14004/18)

Ao contrário de governos que prometem muito, trabalham pouco e quase nada fazem (o espaço cultural que se segure pra não cair, pois se depender de obras do governo estadual, em breve teremos uma bela sucata), nosso atual prefeito está mostrando que pode e sabe fazer a cidade crescer! Apenas nessa gestão, João Pessoa já cresceu, em alguns aspectos, os oito anos que ficou parada de 1996 à 2004.
Só pra citar algumas melhorias:
Manutenção da pavimentação, serviços de manutenção da iluminação pública ornamental, construção de escolas e creches, praças etc.
Todo canto da cidade é uma obra.
Deixem o mago trabalhar!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dá-lhe, gamers!


Pokemon Yellow, StarCraft e Super Mario Bros 3 são alguns dos jogos mais bem sucedidos da história da Indústria de Entretenimento.
Confira a lista dos 20+, sua plataforma e o número de cópias vendidas (é jogo que não se acaba mais), feito pela GunSlot e divulgada pela Game Guardian:

1. Pokémon Red, Blue and Green - Gameboy - 20.08 milhões de cópias vendidas
2. Super Mario Bros. 3 - Nintendo - 18 milhões de cópias vendidas
3. The Sims - PC - 16 milhões de cópias vendidas
4. Nintendogs - Nintendo DS - 14.75 milhões de cópias vendidas
5. Pokémon Gold and Silver - Gameboy - 14.1 milhões de cópias vendidas
6. Super Mario Land - Gameboy - 14 milhões de cópias vendidas
7. Grand Theft Auto: Vice City - Playstation 2 - 13 milhões de cópias vendidas
- Pokémon Ruby and Sapphire - Game Boy Advance - 13 milhões de cópias vendidas
- The Sims2 - PC - 13 milhões de cópias vendidas
8. Grand Theft Auto: San Andreas - Playstation 2 - 12 milhões de cópias vendidas
9. Super Mario 64 - Nintendo 64 - 11 milhões de cópias vendidas
- Gran Turismo 3 - Playstation 2 - 11 milhões de cópias vendidas
- Grand Theft Auto III - Playstation 2 - 11 milhões de cópias vendidas
10. Pokémon FireRed and LeafGreen - Game Boy Advance - 10.66 milhões de cópias vendidas
11. New Super Mario Bros. - Nintendo DS - 10.52 milhões de cópias vendidas
12. Gran Turismo Playstation 1 - 10.5 milhões de cópias vendidas
13. Pokémon Diamond and Pearl - Nintendo DS - 10 milhões de cópias vendidas
- Super Mario Bros. 2 - Nintendo - 10 milhões de cópias vendidas
14. Final Fantasy VII - Playstation 1 - 9.8 milhões de cópias vendidas
15. StarCraft - PC - 9.5 milhões de cópias vendidas
16. World of Warcraft - PC - 9 milhões de cópias vendidas
17. Brain Age: Train Your Brain in Minutes a Day! - Nintendo DS - 8.61 milhões de cópias vendidas
18. Gran Turismo 2 - Playstation 1 - 8.5 milhões de cópias vendidas
19. Mario Kart 64 - Nintendo 64 - 8.47 milhões de cópias vendidas
20. Halo 2 - XBox - 8 milhões de cópias vendidas
- Donkey Kong Country - Super Nintendo - 8 milhões de cópias vendidas
- Super Mario Kart - Super Nintendo - 8 milhões de cópias vendidas
- GoldenEye 007 - Nintendo 64 - 8 milhões de cópias vendidas
- Pokémon Yellow - Game Boy - 8 milhões de cópias vendidas

Pense numa pra render! To já pensando em vender jogo! xD

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Uma Breve História da Religião - Parte II

Depois de abordar de modo geral as culturas que deram origem às diversas religiões, abordaremos individualmente as principais religiões atuais:

1) Judaísmo

Moisés segurando a Tábua das Leis


Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o judaísmo é a de raízes mais antigas. De seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adotou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas.
Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados judeus ou israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantido com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência.

1.1 ) História dos judeus

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi.

Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

1.2) Subdivisões

Judaísmo Conservador

Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo

Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista

O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.


1.3) Símbolos do Judaísmo

- O Muro das Lamentações – em Jerusalém, é o que resta do templo de Herodes, destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Aqui os hebreus vêm rezar. É o único lugar sagrado de todo o Judaísmo.

- O Candelabro dos sete braços – A "Menorah" é o símbolo do Judaísmo. O 7 é para os Judeus o número da plenitude, da perfeição.
- A Sinagoga – É o lugar de oração, de estudo e de reunião.
- O Rabino – Os hebreus não têm sacerdotes. O Rabino é só um mestre, um guia espiritual para os fiéis na interpretação da Bíblia.
- O Sábado – É o dia semanal festivo dos judeus. Começa ao pôr-do-sol de Sexta-feira e vai até ao pôr-do-sol de Sábado. É um dia dedicado à oração e ao descanso.

1.4) As festas

- O dia do perdão – «Yom Kippur
» – festa de jejum e de expiação. Cada judeu deve estender ao seu inimigo a mão da reconciliação, esquecendo as ofensas e pedindo desculpas.
- A festa da Páscoa – «Pessah» – recorda a saída do povo hebraico do Egipto, guiado por Moisés. Prolonga-se por oito dias.
- A festa do Pentecostes – «Shavuot» – recorda a Dom da Torá (Dez Mandamentos), dada por Deus a Moisés, no monte Sinai.

1.5 ) Crenças

Conceitos de vida e morte: O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanakh não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruach) para se referir à fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.

Ressurreição e a vida além-morte: O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência à uma vida além da morte, nem à um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio em Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituiam em importante ensino por parte dos fariseus.

Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.

Deus: Deus é o Criador. Eterno, omnisciente, omnipotente, infinito e incorpóreo. Deus não tem género no sentido humano do termo, o pronome masculino é-Lhe atribuído apenas por convenção. Deus é único. Deus é um e não composto por diferentes personalidades.

O Bem e o Mal: Deus é o Criador de todas as coisas. O judaísmo não tem o conceito de Diabo. Enquanto em hebraico existe a palavra satan, e ela de facto é mencionada várias vezes na Bíblia Hebraica, o seu significado é completamente diferente do atribuído pelos cristãos – em hebraico satan quer dizer oponente, referido por regra no contexto da luta interior individual entre dois opostos. O “Mal” é produto exclusivo das acções, individuais e colectivas, do Homem, assumindo-se como o resultado de um processo cósmico de “causa e efeito” equiparável às teorias da física newtoniana.

Messias: A palavra hebraica moshiach (משיח - messias) não tem a mesma conotação que lhe é atribuida pelo cristianismo. No judaismo não existem homens-deus, semideuses ou filhos literais de Deus. Uma pessoa não pode tomar ou absolver os pecados de outra. Os judeus não estão à espera da vinda de alguém. O Futuro chegará através das acções do conjunto da Humanidade. Um dos sinais contidos na Bíblia Hebraica para a chegada da era messiânica é a paz universal.

Povo Eleito: A Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) refere-se poucas vezes aos judeus como “o povo eleito”, mas a expressão tem sido destorcida ao ponto de se fazer crer que os judeus se julgam intrinsecamente superiores aos não-judeus. Esta leitura é completamente falsa. Os judeus são “escolhidos” apenas enquanto portadores da Mensagem (Instrução), e seus guardiões através dos séculos. Não existe qualquer sentimento de superioridade ou inferioridade implicita.

Sacrifício e Expiação: O sacrifício não é necessário para a expiação. O propósito do sacrifício é expressar o sentimento de afinidade pessoal para com o Criador. Na ausência do sacrifício, o mesmo sentimento pode ser expresso através da oração (meditação) e correcção dos erros cometidos.

Dez Mandamentos: Os conhecidos “Dez Mandamentos” são apenas uma parte da Instrução, ainda que importante. A palavra hebraica usada significa literalmente “declaração” (“dez declarações”). No judaísmo, em vez de apenas dez, existem 613 mandamentos (mitzvot).

A Torá ou Pentateuco – De acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.


domingo, 8 de julho de 2007

A Sociedade do Photoshop



A beleza cultuada pelos homo sapiens desde suas primeiras relações torna-se algo tão presente hoje, que em alguns, chega a casos doentios e desnecessários. A enorme quantidade de operações e a venda infinita de produtos de beleza e cosmética é a prova de como a aparência é algo bastante importante (será mesmo?) para os humanos.

As pessoas geralmente tendem a se embelezar para mostrarem-se a outras no intuito de causar alguma atração, que normalmente é o pontapé inicial de algum laço futuro. Embora não seja o mais importante, muitos se apegam completamente a aparência e usam a mentira como maneira de manter uma relação baseada em falsos valores. A mentira toma uma posição de destaque, junto à estética, dentro de uma convivência.

A vaidade e obsessão pela beleza tornam as pessoas muito ligadas a coisas fúteis e desnecessárias. Não é à toa que a procura por cirurgias plásticas – quase sempre desnecessárias e com riscos de saúde –, e produtos de beleza são tão procurado atualmente, já que a importância de uma aparência exterior para uma sociedade regida pela falsidade e dissimulação é tão grande quanto o lucro de uma multinacional de cosméticos. Sociedade essa que é baseada em modelos propostos pela mídia, que utiliza qualquer meio de edição de vídeo e imagem possível, para tornar seus comerciais mais e mais atraentes (as multinacionais são outras inimigas em potencial pra quem não tem condição alguma e se deixa encher de falsas esperanças propostas – barriga de tanquinho, ausência de gorduras etc.).

Junto à vaidade, a falsidade é algo tão presente que em casos extremos torna-se normal. O impacto geralmente causado pela verdade e a dificuldade de representá-la, a põe em segundo plano, onde o principal sentimento é hipocrisia.

Os seres humanos, em sua essência, têm atração pelo belo, entretanto, não é necessariamente apenas a aparência que dirige uma relação, mas sim a verdade. Porém, algo tão relativo sempre acaba sendo esquecido pela dificuldade de ser aceito por ambos, principalmente quando a persuasão é tão usada. Afinal, se a estética é uma questão formada a partir de pré-conceitos que não podem ser comparados, então por quê não usufruir da retórica? “Em três semanas, qualquer sinal de ruga estará tão longe quanto a sua preocupação com ela”. Claro! Tão longe quanto a inteligência está quando se opta por usá-la!

A valorização excessiva pela estética e a dissimulação tornam as pessoas frívolas , enquanto ocorre a perda de valores muito mais importantes como a inteligência e a consciência – termos importantes para notar que a beleza, embora seja importante, não é essencial.