quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Alguma vez na Rússia


Num dia que parecia igual a qualquer outro do ano de 1991, o presidente levantou-se da cama. Como de costume, olhou o relógio e bebeu uma taça e um quarto de champanhe. Abotoou o pijama. Tomou mais uns goles. Expulsou com um peteleco a aranha gigante cor-de-rosa que subia em seu ombro, bocejou, tomou mais um gole e dirigiu-se ao local mais próximo que lhe permitesse ver a rua. Suspirou. Olhou o relógio. Deu um passo para trás, pigarreou, e jogou o corpo ligeiramente para frente, aproximando-se do parapeito, e gritou: "A partir de hoje, meu país será capitalista!". Deu meia-volta. Vestiu a roupa presidencial de frio intenso e entrou no veículo presidencial. "Olhe", falou para o chofer presidencial. "Aqui está". Pediu que o homem estendesse uma das mãos, abriu-a e lá deixou um rublo, fechando-a em seguida. "A partir de hoje, você é um empregado, parabéns. Este é seu salário".

4 comentários:

bi0hazard disse...

E a partir de hoje, vc tb terá que sobreviver para alimentar sua mulher, seus filhos, seu cachorro, além de ter de dividir-se entre os presentes e ganâncias capitalistas.

Matteo disse...

"epa, então cadê o salário do meu cachorro"

Fernanda Eggers disse...

Nossa!
Um quarto de champanhe, uma taça e mais alguns goles?!
Deve ter dado trabalho beber um quarto inteiro de champanhe logo de manhã, recém-acordado... Ele ainda tem um fígado?
hehehehe!!!!
(É, eu tinha que sacanear a sua área de comentários! xD)

Fernanda Eggers disse...

Comentei em todos os textos da primeira página, apesar de achar que, hoje, eles não valem de muita coisa.
Estão muito cretinos! Heheheh!