domingo, 21 de setembro de 2008

O Estado fraco e o estado de capital

O Estado é fraco; o Estado é incapaz; o Estado é insuficiente. Essa manifestação pura de decadência se ergue em instituições frágeis, porém de base sólida - o capital. Possui braços curtos demais e é caolho, preferindo fechar o olho que resta por reconhecer que dói mais asssitir ao mal por ele próprio causado que se dar por cego. E assim vai o Estado, cambaleante, sempre guiado por uma força iluminada, que enxerga o caminho à frente, julga ter os melhores discernimentos e, de mãos dadas a ele, serve-lhe de guia - o capital. Pela sua insuficiência, o Estado considera que exceções são males que confirmam a regra que constitui ele próprio, e, portanto, aceitáveis, e, às vezes, até bom. Elas justificam e legitimam o poder e a atuação dele próprio. Enquanto houver o que resolver, haverá sempre seu espírito próximo, rondando com a vontade de organizar. Mas o Estado não resolve questões estruturais, a conjuntura é muito mais fácil e aparentemente próxima, recebendo preferência e atenção. É que existir questões a resolver também é maior fator de interesse do real poder já citado anteriormente - o capital. O Estado não consegue exercer controle sobre seus domínios mais básicos: setores vitais da economia, regularização da vida da sociedade que deveria regê-lo, e, então, garantir a sensação de segurança. Para cada um desses domínios, há uma força atuante direta do capital; o capital controla saúde, transporte, finanças... O capital rege, com sua batuta rosa, a sociedade que lhe paga todo tipo de tributos, monetários ou não. E a segurança! A responsável pela manutenção do status de preservador do Estado. Um dos motivos pra ser deixada de lado em qualquer ponto. Como vemos claramente, o capital, que deveria estar abaixo do Estado, está, ao mesmo tempo, ao lado e acima dele - principalmente acima. Aqueles que podem garantir sua segurança são aqueles que podem pagar por ela, e aí temos um ciclo que recomeça.


Não são observações originais, mas são constatações muito próximas dispostas em forma de desabafo.

Um comentário:

Fernanda Eggers disse...

Respondendo o comentário de Engel:
E justo hoje o chocolate me faltou... =p
Quem já se viu, não ter chocolate no próprio aniversário?!
Hehehe!!! xD